domingo, 4 de outubro de 2009

Projeto Tor permite navegação anônima

Projeto Tor permite navegação anônima DA ENVIADA ESPECIAL
Em uma rua pacata em Porto Alegre, um pequeno restaurante vegetariano armazena um servidor que é capaz de embaralhar endereços de IP -conjunto de números que identifica cada dispositivo ligado à internet.
Um dos donos do restaurante, que reúne livros, pôsteres e postais sobre cultura livre, juntou-se ao projeto Tor (www.torproject.org), que tem como objetivo proteger usuários contra a análise de tráfego, uma forma de vigilância na internet.
Jacob Appelbaum, hacker de segurança na computação e um dos responsáveis pelo projeto, afirma que existem 16 servidores do Tor no Brasil. Por meio deles, um usuário de internet da China, por exemplo, consegue navegar anonimamente, driblando as restrições do governo.
"Defendemos a liberdade, a privacidade. O Tor protege usuários de internet distribuindo suas comunicações ao longo de uma rede feita por voluntários", disse à Folha.
O Tor ajuda a acessar sites e mensageiros instantâneos que são bloqueados por provedores locais de internet.
Os serviços escondidos, como são denominados, permitem que alguém atualize blogs ou sites sem necessidade de revelar sua localização.
Na última sexta-feira, no tal restaurante vegetariano, Appelbaum, Peter Sunde, do Pirate Bay, Elizabeth Stark, advogada especializada em cultura livre, e Seth Schoen, tecnologista da Electronic Frontier Foundation, entre outros, falaram sobre liberdade na internet -e, claro, sobre amenidades.
Na hora do brinde, com sucos e cervejas artesanais, todos ergueram os copos e exaltaram, em coro, sua filosofia: "À pirataria!" (DA)
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