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quarta-feira, 16 de março de 2016

Pine64 - concorrente do Raspberry Pi




segunda-feira, 9 de agosto de 2010

como criar sua própria nuvem em Linux

Especial:

por Serdar Yegulap | InformationWeek EUA
30/07/2010

Ubuntu te permite criar sua própria infraestrutura de cloud Eucalyptus em servidores comodatos e oferece interface compatível com o EC2

Tradicionalmente, se você quer usar "a nuvem", precisa usar um serviço terceirizado - seja o EC2, da Amazon, a nuvem do Google ou algum outro. A Canonical, por meio da nova versão do Ubuntu Server, se prepara para mudar isso. Em vez de usar uma nuvem terceirizada, é possível construir sua própria cloud - criar seu próprio ambiente de computação elástica, rodar seus aplicativos e, até mesmo, conectar-se ao EC2 ou migrar para ela caso seja necessário.  
O Ubuntu Enterprise Cloud (UEC) permite que o usuário crie sua própria infraestrutura de cloud computing com nada além de qualquer hardware de comodato que já esteja rodando o Ubuntu Server. É uma implementação da arquitetura de nuvem Eucalyptus, compatível em interface com o sistema da Amazon; mas nuvem, em teoria, suporta interfaces de diferentes fornecedores. Como os APIs e sistemas de cloud da Amazon são amplamente utilizados e familiares entre a maioria das pessoas que já trabalhou com nuvem, faz sentido oferecer, em princípio, o que os usuários já conhecem.
Uma configuração UEC consiste em um computador front-end - um "controlador" - e um ou mais sistemas de "nódulos". Os nódulos usam tecnologia de virtualização KVM ou Xen, a escolha é sua, para rodar uma ou mais imagens de sistema. Xen é a tecnologia de virtualização original e KVM uma opção mais recente, mas isso não significa que uma esteja sendo depreciada em favor da outra. Se você for um desenvolvedor de qualquer um dos dois ambientes, ou se simplesmente tem mais proficiência em KVM em vez de Xen (ou vice-versa), suas habilidades serão úteis de qualquer forma.
Lembre-se que você não poderá usar qualquer imagem de sistema operacional antiga ou qualquer imagem Linux antiga. Ela deve ser preparada especialmente para o uso em UEC.  A Canonical oferece algumas imagens de sistema básicas que devem suprir a necessidade de uso mais comum ou cenários de implementação.
Leia também:
Crise sua própria nuvem: requerimentos de hardware
Crie sua própria nuvem: a implementação
Crie sua própria nuvem: Walrus e Amazon S3

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Entendendo Cloud Computing

Cloud computing: entenda este novo modelo de computação

(http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2008/08/13/cloud-computing-entenda-este-novo-modelo-de-computacao)
Por Daniela Moreira, editora assistente do IDG Now!
Publicada em 14 de agosto de 2008 às 07h15
Atualizada em 13 de fevereiro de 2010 às 14h24
São Paulo - Saiba o que significa a expressão do momento em tecnologia e entenda os benefícios que ela trará a fornecedores e usuários.
cloudcomp_88Cloud computing é a expressão do momento em tecnologia. Nomes de peso como Amazon, AT&T, Dell, HP, IBM, Intel, Microsoft e Yahoo já anunciaram planos e investimentos na área e o Gartner acaba de liberar um relatório que aponta o cloud computing como uma das três mais importantes tendências emergentes nos próximo três a cinco anos.

Mas se há um consenso de que esta é a hora do cloud computing, não é possível dizer que haja uma idéia definida comum do que realmente é a chamada computação em nuvem. As opiniões são variadas e um bom exemplo de que o conceito ainda está nublado é o divertido vídeo da fornecedora Joyent, que mostra personalidades notórias como o visionário da web 2.0, Tim O'Reilly, o editor-chefe da CNet, Dan Farber, e o co-fundador do Wodpress, Matt Mullenweg, dando visões bastante distintas sobre o tema.

Leia também:> Conceito de cloud computing ganha adeptops
> Cloud computing: prepare-se para nova onda
> Nicholas Carr: sem cloud empresa fica obsoleta

Juntando tudo, cloud computing pode ser definido como um modelo no qual a computação (processamento, armazenamento e softwares) está em algum lugar da rede e é acessada remotamente, via internet.

“O que realmente significa é que alguém vai assumir a responsabilidade de entregar algumas funções de TI como serviços para alguns clientes e eles não precisam saber como funciona, eles simplesmente usarão”, esclarece Daryl C. Plummer, vice-presidente do Gartner, em um podcast da empresa de análise.

A nuvem em funcionamento
Pode parecer abstrato, mas alguns serviços que usamos no dia-a-dia ajudam a exemplificar o que significa este modelo. O e-mail é um deles. No modelo tradicional de computação, suas mensagens ficam salvas no software de e-mail, dentro do seu computador.

Em contrapartida, com os e-mails baseados em web (Hotmail, Gmail, Yahoo Mail ou qualquer outro da sua preferência), você pode acessar sua conta com todas as suas mensagens - armazenada em um servidor alheio -, a qualquer hora, de qualquer lugar, por meio da internet.

Aplicativos de edição de texto, planilhas, apresentação, edição de imagem e até softwares de gestão de relacionamento com clientes (como o CRM online da Salesforce.com) também estão migrando para este modelo.

E não são apenas os softwares que podem ser acessados remotamente pela nuvem. Os recursos de hardware - como processamento e armazenamento também (hoje já é comum guardarmos arquivos, e-mails, fotos, vídeos em servidores de terceiros e acessá-los remotamente pela web).

As vantagens do modelo

Todas estas tecnologias que vêm emergindo e amadurecendo foram empacotadas no conceito que levou o nome de cloud computing. “Em alguns anos não vamos chamar isso de cloud computing. Não terá nome. Será simplesmente computação”, defende Luis Sena, gerente de marketing de serviços da HP Brasil.

O entusiasmo com o cloud computing e os esforços de companhias do porte das citadas no início desta matéria se devem às inúmeras vantagens que ele pode oferecer tanto aos fornecedores de tecnologia quanto aos usuários.

Em primeiro lugar, este é um modelo que prevê um melhor aproveitamento dos investimentos em hardware. Um dos pilares do cloud computing é a consolidação dos recursos de hardware para que eles possam ser aproveitados ao máximo e gerenciados de forma inteligente, proporcionando economia de custos.

“O mais relevante é que estamos falando de uma escala que não é mais local, mas sim global. O Google tem dezenas de data centers espalhados pelo mundo. Todos prestam serviços não a um país, mas a diversos, atendendo milhões de usuários”, define José Nilo Martins, gerente sênior de Google Enterprise para o Brasil.

A rede de varejo Amazon.com foi uma das pioneiras em entender e aplicar isto a seu favor. Para suportar a demanda das datas de pico em vendas - como o Natal - a loja online teve que investir em um poderoso parque de hardware. No entanto, fora das datas críticas, grande parte dos recursos ficava ociosa.

Desde 2002, a companhia vem experimentando com o “aluguel” desta capacidade. Em 2006, a empresa lançou dois serviços abertos ao público que a colocaram à frente na corrida do cloud computing: o Simple Storage Solution (S3), que permite ao usuário comprar espaço para armazenar arquivos online; e o Elastic Compute Cloud (EC2), que permite utilizar máquinas virtuais completas.

Os serviços não são apenas uma saída para o problema da Amazon, mas também uma oportunidade para as empresas começarem um negócio sem ter de investir na compra de equipamentos e com a flexibilidade de aumentar os recursos conforme for necessário.

Este exemplo revela outra vantagem do cloud computing: a flexibilidade. Se você precisa de mais processamento, você pode fazer um upgrade imediato de capacidade, sem precisar trocar componentes ou até equipamentos inteiros para isto. O mesmo vale para armazenamento ou até mesmo upgrades de software.

Se antes, para atualizar um software o administrador tinha que reinstalar todo o produto na máquina de cada usuário, neste modelo os aplicativos podem ser constantemente aperfeiçoados sem impactos para os usuários, uma vez que estão hospedadas em um único ponto central. Quantas vezes o Google já introduziu melhorias no Gmail, por exemplo, sem afetar a rotina dos seus milhões de usuários?

Outra vantagem deste novo modelo computacional é que ele não exige mais equipamentos potentes na ponta para acessar as aplicações. Como a parte mais pesada do processamento fica na nuvem, o usuário final só precisa de um browser e uma boa conexão à internet. “Com o cloud computing, qualquer um pode ter um supercomputador em casa”, afirma Fábio Boucinhas, diretor de produtos do Yahoo Brasil.
Desafios no ar
As empresas envolvidas na promoção do cloud computing têm, contudo, alguns desafios, entre eles segurança e confiabilidade. Para que o usuário confie grande parte de seus sistemas e arquivos a um terceiro, ele terá de garantir que os dados estejam devidamente protegidos e 100% disponíveis. 

Isso é ainda mais crítico quando se trata de informações empresariais altamente sensíveis, como processamento de dados financeiros. “Isso terá de ser regulado para garantir que será feito da forma certa”, alerta Plummer, do Gartner.

A forma como esses serviços serão cobrados também é outra questão importante. Fornecedores que tiveram sucesso vendendo caixas - seja de software ou de hardware - terão que migrar para o modelo de venda de serviços. “Os custos para os usuários finais serão menores”, assegura Otávio Pecego, gerente do grupo de arquitetura da Microsoft Brasil.

Para endereçar questões como esta, três grandes nomes da indústria de tecnologia - Intel, HP e Yahoo - formaram uma aliança. “Hoje as questões de segurança e confiabilidade são inibidores do modelo. A idéia é identificar como atender esses requerimentos e criar padrões”, explica Sena, da HP.

O ritmo de adoção do cloud computing será definido pela velocidade com que estas questões serão endereçadas. “Quando isso acontecer - e vai acontecer - o fenômeno vai estar em pleno efeito”, prevê Plummer.

domingo, 4 de outubro de 2009

Serviços na rede são aposta de gigantes

 DA REPORTAGEM LOCAL
Por trás da popularização dos aplicativos on-line, de celulares preparados para entrar na internet e de notebooks com baixo poder de processamento, está o conceito de "cloud computing" (nuvem computacional, em tradução livre).
Basicamente, isso significa que o poder de processamento e os serviços de dados estarão na "nuvem" da internet, espalhados nos servidores das empresas. Dessa forma, se o usuário tiver um browser adequado e conexão rápida o suficiente, ele acessará todos seus dados e programas de forma semelhante, seja de um computador, seja de um celular.
Há dois anos, o presidente do Google, Eric Schmit, disse que esse conceito deve caminhar lado a lado com a publicidade on-line -o carro-chefe dos lucros da empresa.
Bruce Chizen, presidente da Adobe, afirmou, no ano passado, que a migração completa da base dos softwares do computador de mesa para a internet deve acontecer em dez anos. A empresa tem na internet um editor de fotos, (www.photoshop.com/express), um editor de vídeos (acessível no Photobucket) e o Acrobat.com, todos gratuitos.
Outra empresa que aposta na nuvem computacional é a IBM, que anunciou o Blue Cloud no fim do ano passado. O projeto vende esse tipo de computação a corporações e universidades.
Até a Amazon, famosa pela loja on-line, negocia capacidade de computação no serviço Elastic Compute Cloud.

Supercomputador
A Sun vende esse tipo de computação em www.network.com; o comprador paga pelo tempo de uso. "A vantagem para o usuário é poder utilizar um dos maiores supercomputadores do mundo sem precisar hospedá-lo, gerenciá-lo, energizá-lo ou administrá-lo... e, melhor ainda, sem comprá-lo", disse, à Folha, Silvio Pereira, diretor de sistemas da Sun Microsystems.
Um dos programas mais conhecidos do público final disponível é o Blender, software para modelagem e animação tridimensional.
(GVB)
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 Acrobat.com tem editor de texto e de PDF



Evite restrição do espaço em disco gratuito
Serviços na rede são aposta de gigantes
Sala permite acesso de longe ao micro
Premiado, Zoho tem muitos aplicativos
Google Docs é simples, mas funcional
Crie atalhos para acessar serviços na rede
Sistemas de código aberto têm grave problema de segurança
Safari da Apple tem brecha, diz Microsoft
Acesse seu computador de qualquer lugar

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cinco perguntas sobre cloud computing

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Cinco perguntas sobre cloud computing

por [Felipe Dreher | InformationWeek Brasil]


Reinaldo Roveri, da IDC, fala sobre os tipos de aplicativos que vale a pena testar na nuvem

Reinaldo Roveri, gerente de pesquisa e análise de mercado da IDC Brasil, respondeu algumas perguntas à InformationWeek Brasil sobre o tema computação em nuvem. Ele fala sobre prós e contras e dá dicas de quais aplicações testar em cloud.
InformationWeek Brasil - Por que cloud computing?
Reinaldo Roveri - Vem do conceito de internet, com a tecnologia disponibilizada em lugares que existem fisicamente, mas você não consegue identificar por ser um emaranhado de protocolos padrões que permite que todo mundo converse na mesma linguagem.
IWB - O que é uma private cloud?
Roveri - Nuvem privada significa que os recursos não estão necessariamente vinculado à internet, mas a uma rede privada com acesso restrito, seguindo preceitos de alta disponibilidade, desvinculação das camadas de software e hardware e habilidade de oferecer aplicações como serviço.
IWB - Software como serviço e virtualização são cloud computing?
Roveri - São um dos componentes e fazem parte do conceito. Computação em nuvem é mais amplo que isto.
IWB - Quais são os prós da computação em nuvem?
Roveri - Aumento da flexibilidade na entrega da tecnologia, aumento da capacidade de gerenciamento da infra por parte das equipes de TI e melhor utilização da capacidade de processamento e armazenamento disponível.
IWB - Quais são os contras?
Roveri - O conceito ainda é novo no mercado, ainda existem dúvidas com relação à segurança e problemas de disponibilidade de rede ainda estão sendo trabalhados.
IWB - O que vale a pena testar em cloud computing neste momento?
Roveri - E-mail, pacote Office, CRM, BI, aplicações de front end e sistemas menos críticos.
Leia também:
Cloud começa a ganhar espaço nas empresas


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Unesp inaugura o maior sistema de processamento em rede da América Latina

25/09/2009 - 09h18

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RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo
A Unesp (Universidade Estadual Paulista) põe em operação a partir de hoje o maior conjunto de computadores usados para processamento em grupo na América Latina.
Com "clusters" (aglomerados) de máquinas espalhados em São Paulo, Botucatu, Araraquara, Bauru, São José do Rio Preto e Ilha Solteira, cientistas paulistas terão acesso agora a um sistema que na prática opera como se fosse um único supercomputador.
Rafael Hupsel/Folha Imagem
Engenheiro Gabriel Araujo Von Winckler ao lado de computadores que integram novo sistema do Instituto de Física Teórica da Unesp
Engenheiro Gabriel Araujo Von Winckler ao lado de computadores que integram novo sistema do Instituto de Física Teórica da Unesp
O poder de processamento do sistema é de 33,3 Teraflops: 33,3 trilhões de cálculos por segundo. "É o equivalente a 10 mil computadores domésticos padrão, com processador Pentium 4", diz Sérgio Novaes, professor do IFT (Instituto de Física Teórica) que coordena o projeto.
Batizado de GridUnesp, o sistema opera em esquema de "grid", que distribui as tarefas de cálculo entra as várias máquinas de acordo com o grau de ociosidade de cada uma delas.
Para descrever a capacidade de armazenamento do sistema, Novaes recorre a outra metáfora. "É igual a uma pilha de DVDs com a altura de um prédio de 18 andares."
A motivação do projeto, explica o professor, foi o aumento da demanda de áreas de pesquisa que requerem grande poder computacional. A Unesp já tem 14 projetos qualificados para usar a super-rede de processamento, indo da biologia de proteínas à física de partículas, passando pela meteorologia.
João Baptista Aparecido, especialista em mecânica de fluidos da Faculdade de Engenharia da Unesp de Ilha Solteira, é um dos cientistas que vai se beneficiar do novo "grid". A rede permitirá seu grupo de pesquisa atacar assuntos mais complexos e obter resultados mais rápido. "Alguns problemas requerem processamento de até 30 dias, e isso pode ser reduzido para três dias", afirma.
O controle do GridUnesp fica no novo prédio do IFT, na Barra Funda, onde está o maior dos sete "clusters". As unidades estão ligadas via fibra óptica em duas conexões de 10 Gbps. "É 5.000 vezes mais rápido que uma banda larga doméstica", diz Novaes.
O custo do projeto --que também será interligado a um "grid" dos Estados Unidos-- foi de R$ 8 milhões, divididos entre a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia) e a Unesp.