domingo, 4 de outubro de 2009

Empresas redefinem preto na tela de LCD

Empresas redefinem preto na tela de LCD ESCURIDÃO >> Televisores com novas tecnologias fazem com que o tom negro nas telas de cristal líquido mude radicalmente


Rainer Jensen/EFE

Visitante observa televisores em estande na IFA (Internationale Funktausstellung), maior evento do mundo nas áreas de telecomunicações e entretenimento eletrônico, que termina hoje em Berlim

DO ENVIADO A BERLIM No menu da alta definição, a sopa de letrinhas ganha novos ingredientes em destaque. Se antes bastava ostentar um Full HD (ou 1.080p) para atrair olhares gulosos, agora a indústria aposta em termos que não eram tão ressaltados.
Até o preto ganhou uma nova dimensão com alguns televisores de LCD apresentados na IFA. Com taxas de contraste de até 1.000.000:1, ante cerca de 50.000:1 de um bom aparelho Full HD disponível no Brasil, Sony, Panasonic, Samsung e Philips mostravam televisões em que o negro de uma imagem na tela facilmente se confundia com as bordas do aparelho, quando pretas.
Por essa e outras novidades, as empresas mostraram que a qualidade de imagem e as cores nas telas de LCD começam a ficar mais parecidas com as de plasma, antes superiores na seara das telas planas.
E as empresas fazem de tudo para deixar à vista a diferença, usando filmes escuros em aparelhos colocados um ao lado do outro. Depois da experiência, não é difícil o usuário passar a considerar o que era negro, em uma TV de LCD, um simples preto-azulado ou um reles cinza muito escuro.
"Mas não se esqueça de que todos os vídeos aqui são feitos para isso, para ressaltar a qualidade", reconheceu um expositor da JVC que falava sobre um aparelho com a tecnologia LED LCD, que fornece uma cor preta impressionante. "Se você não entregar conteúdo digital de qualidade para o aparelho na sua casa, a imagem vai ser ruim", disse ele.
A dica serve para o consumidor comum no Brasil -ainda que a TV não tenha as últimas tecnologias. Um equipamento de alta definição funciona bem com alguma fonte compatível, como TV digital, Blu-ray ou videogames como o PS3.
Outra característica alardeada por fabricantes foi a fluidez de movimentos, ou a taxa de quadros por segundo apresentada pela televisão, expressa em Hz. Hoje, o comum, na indústria de telas LCD, é 60 Hz. Nessa seara, a Sony foi quem chegou mais longe. Sua Bravia ZD500, que deve estar no mercado nos próximos meses, tem uma frequência de 200 Hz.
Esse é o tipo de detalhe ao qual o fã de esportes ou de filmes de ação deve prestar atenção redobrada. Quanto maior a freqüência, mais definidas vão ficar cenas rápidas -como uma bola dividida ou a capotagem de um carro. A fluidez de imagem pode ser também expressa em ms (milissegundos, quanto menor o valor, melhor).

Magras
Outro produto da Sony que se destacou foi a Xel-1, que vai começar a ser vendida no mercado europeu. Com minguadas 11 polegadas, a TV ostenta apenas três milímetros de espessura e tecnologia de LEDs com material orgânico Oled.
Esse tipo de produto tem cores melhores, imagens mais brilhantes e uma alta taxa de contraste. O preço também é superlativo: nos EUA, a tevezinha sai por US$ 2.500.
Os 3 mm de espessura da Xel-1 referem-se à parte mais fina. Todas as fabricantes, na guerra da magreza, desfilam apenas suas melhores medidas.
É o caso da Sharp, que apresentou com destaque sua Aquos XS1 LCD, que tem 2,3 cm na parte mais fina. A tela Full HD, com uma taxa de contraste de 10.000:1 e freqüência de 100 Hz, pode ser de 52 ou 65 polegadas. O aparelho deve chegar ao mercado europeu no próximo mês.
A Philips apresentou um protótipo, apenas com a tela de LCD de 32 polegadas, ainda mais magro: 8 mm. (GVB)
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