terça-feira, 23 de março de 2010

Microsoft encerra política impopular de licenciamento de virtualização



por [Kevin McLaughlin | ChannelWeb]


Medida agrada a clientes, mas não resolve o problema, segundo a empresa

A Microsoft, nesta quinta (19/03) revelou uma virada no licenciamento de virtualização, com vistas a expandir a adoção de sua virtualização de desktops. Mas, ao mesmo tempo em que as mudanças reduzem a complexidade e remove barreiras à sua estratégia de virtualização, elas não vão ajudar muito na economia de seus usuários.
Valendo a partir de 1º de julho, o Windows Client Software Assurance prevê que os clientes não terão mais de comprar licenças separadas para acessar o sistema operacional Windows em Virtual Desktop Infrastructure (VDI) e o direito ao acesso a desktops virtuais estará garantido.
No passado, a Microsoft requeria dos clientes de seguro de software (SA) que pagassem um adicional de US$ 23 por device por ano pelo Windows Virtual Enterprise Centralized Desktop (VECD), uma subscrição device-based requerida a clientes que rodassem desktops Windows virtualmente a partir do data center.
Dai Vu, diretor de Virtualization Solutions Marketing da Microsoft, diz que a medida foi tomada para encerrar a complexidade e confusão do licenciamento de ambientes virtuais. "Os clientes sentem isso porque têm já pagaram pelo seguro do software, e terão de pagar novamente [pelo VECD], o que não faz sentido".
Os usuários ficarão, sem dúvida, maravilhados com a retirada do VECD de sua lista de preços e a inclusão do acesso a desktops virtuais em seu seguro, o que dá aos clientes o direito a upgrades para novas versões de software lançadas durante o período do contrato com a Microsoft e a pagamentos facilitados por três anos.
Entretanto, o entusiasmo dos VARs tem sido alarmado pelo fato de que o requerimento de seguro de software ainda é requerido pela Microsoft. "Eu não vejo isso acontecendo com uma grande mudança. A realidade é que a questão central com o VECD era o fato de que você tinha que comprar o seguro para começar. Os clientes que não têm o AS hoje estão no mesmo barco", disse Chris Ward, senior solutions architect da Greenpages.
Cerca de metade dos clientes enterprise da Microsoft não têm SA no desktop, então a mudança não os faz bem algum, ressalta Paul DeGroot, analista focado em Micosoft. Porém, diz ele, livrar-se do VECD é um movimento positivo para a Microsoft, que vai tornar as coisas claras para os clientes.
"É bom que eles eliminaram o VECD porque eles estavam penalizando os clientes por usarem VDI. O SA me permite rodar mais de quatro máquinas no meu desktop. Mas se eu quisesse rodá-las na rede, eu teria de pagar o extra. Então, mesmo eu tendo direito à virtualização, se eu fizesse isso de uma maneira específica, teria de pagar mais", disse DeGroot.
A Microsoft também está ampliando os direitos de mobilidade aos clientes de seguro do Windows, permitindo que acessem desktops Windows virtualizados e aplicações do Office quando estão fora da estrutura da empresa. Por US$ 100 por device anualmente, os clientes podem comprar o novo Virtual Desktop Access license (VDA) e usar devices como PC domésticos e quiosques, que não estão cobertos no SA.
Ao mesmo tempo em que as novidades ajudam os clientes, os canais dizem que a insistência da Microsoft em empurrar o seguro é um dos maiores obstáculos para a adoção de suas tecnologias de virtualização. O SA tem sido uma barreira, faz tempo, para os acordos de virtualização da empresa, e também é requerido para o Microsoft Desktop Optimization Pack (MDOP), que inclui virtualização de desktop e aplicações e hospedagem d outras ferramentas.
Ward tem visto os clientes deixarem os acordos de virtualização por conta do seguro e acha que isso se manterá como um problema. "Se eu sou um cliente que compra PCs HP com licença OEM, então eu devo fazer upgrade dessa licença OEM para uma licença total e adicionar o seguro a ela. Isso é a maior parte do custo envolvido nesses clientes. Economizar US$ 23 por device, por ano, vai ajudar um pouco, mas o ROI ainda está longe de ser alcançado na maioria dos casos", disse ele.
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