terça-feira, 9 de setembro de 2008

A melhor arquitetura para a rede sem fio de uma filial - Parte 3

Um ponto de acesso inadequado em um local remoto pode criar um enorme problema de segurança; mas qual arquitetura escolher? Sabia aqui

As tecnologias RAP, da Aruba, e H-REAP, da Cisco, apenas para escolher duas como exemplo, reintroduzem inteligência ao modelo de PAs leves "burros", e são projetadas para reduzir as idas e vindas ao controlador trocando pacotes localmente se eles são destinados a dispositivos locais. O processo de configuração de um ponto de acesso com a tecnologia RAP ou a H-REAP exige somente que seja configurado o dispositivo para que ele reconheça a LAN, de modo que a comutação local possa ser realizada quando for possível.

Imagine uma situação na qual Maria e Roberto estão no mesmo escritório, e o PC de Maria precisa se conectar ao PC de Roberto. Se os pontos de acesso locais estiverem conectados ao controlador da sede por meio da WAN de um modo convencional (ou seja, sem nenhum recurso de inteligência de comutação local), o volume de transações na WAN será enorme. Utilizando a funcionalidade da tecnologia RAP ou da H-REAP e acrescentando alguma inteligência a suas decisões sobre a comutação, os fluxos de dados podem ser otimizados.

Assim como acontece com as outras opções de design, existem algumas considerações que se deve ter em mente. Primeiramente, os PAs com tecnologias RAP/H-REAP não são projetados para trabalhar com VoIP sem fio ou outros aplicativos sensíveis à latência. Além disso, embora RAP e H-REAP permitam alguma solidez quanto à autenticação local, geralmente, se o acesso ao controlador for perdido, novos usuários não conseguirão fazer a autenticação utilizando mecanismos comuns de 802.1X/EAP. Dependendo de qual seja o seu método de autenticação, alguma configuração pode ser realizada nos próprios PAS para oferecer alguma autenticação local de usuários para ajudar a eliminar as interrupções quando os recursos da WAN não estiverem disponíveis. O suporte técnico dos fabricantes quanto à autenticação local e aos tipos de Extensible Authentication Protocol (EAP) varia, portanto, assegure-se de sua compatibilidade antes da implementação.

Uma grande vantagem está nos escritórios remotos flexíveis: quando um PA está no modo RAP/H-REAP, ele pode fornecer aos usuários remotos, acesso seguro aos recursos corporativos. Esta abordagem pode ser estendida para os profissionais que trabalham viajando, que podem conectar um ponto de acesso previamente configurado diretamente na rede de um cliente. Nesse sentido, os dispositivos com a tecnologia RAP, da Aruba, têm uma vantagem, porque utilizam protocolos IPsec VPN padrão para proteger a conexão entre o PA e o controlador, e permitir o acesso, com ou sem fio, diretamente ao PA, para a canalização de volta ao controlador. O sistema da Aruba também apresenta outros benefícios, como a capacidade de atravessar portais remotos cativos, como aqueles comumente encontrados em hotéis. Por outro lado, o H-REAP, da Cisco, utiliza o Light Weight Access Point Protocol (LWAPP), que autentica os componentes de WLAN com certificados públicos e criptografa as comunicações com o Advanced Encryption Standard.

Em termos gerais, a arquitetura RAP/H-REAP é ideal para expandir as WLANs corporativas para locais remotos, exigindo até três PAs. A TI ganha recursos e opções de design que facilitam a consistência, ampliam o gerenciamento centralizado e proporcionam a visibilidade da WLAN nos escritórios remotos. Mas mesmo com essas vantagens, existem usos para os quais não existe um substituto para o controlador local dedicado.


por Richard S. Dreger Jr. e Grant P. Moersche

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