sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ambiente virtual tem de ser tratado como físico



por [Joe Hernick e Lorna Garey / InformationWeek EUA]


Estabelecer políticas relacionadas à segurança e ao gerenciamento é primordial. Reassuma o controle da distribuição inadequada de suas MVs


Se você está passando pela transição de servidores físicos para máquinas virtuais sem ter uma estratégia de migração codificada ou um plano de gerenciamento estabelecido, pare imediatamente e volte lentamente para o estágio de data centers. Considere os seguintes aspectos: como você fará a auditoria em relação à adequação, se você não souber onde residem todas as suas máquinas virtuais (MVs) de produção ou nem mesmo quantas MVs você tem? Você pode garantir que as políticas de segurança para os dados sigilosos estão definidas? E quanto ao monitoramento do desempenho de aplicativos? Se um aplicativo importante que estiver sendo executado em uma MV apresentar falha de desempenho, provavelmente você não terá condições de identificar essa falha ou, muito menos, de diagnosticá-la.
Aqueles que estiverem experimentando uma leve sensação de dificuldade poderão precisar de uma intervenção antes de começarem a utilizar o Hyper-V da Microsoft, que para as companhias que utilizam o Windows Server 2008, custa muito menos do que outros hipervisores. Na mais recente pesquisa InformationWeek Analytics Virtualization Management, ficou claro que, mesmo antes de o Hyper-V ter sido oficialmente lançado, a Microsoft fez a Citrix "comer poeira", em termos de quais plataformas de virtualização de servidores os leitores planejavam colocar em produção até 2010. Um total de 38% mencionou o Virtual Server 2005 e/ou o Hyper-V, em comparação com apenas 10% que mencionaram o Xen. Ao todo, 65% esperam permanecer com o VMware Server/ESX.
Quando perguntamos sobre como as migrações em andamento de servidores virtualizados entre hosts físicos estão sendo gerenciadas, menos de um quarto dos respondentes afirmaram que empregam ferramentas especializadas de mobilidade para máquinas virtuais, seja na forma de pacotes, juntamente com suas plataformas de MV, ou a partir de um fornecedor terceirizado. Um total de 21% controla as migrações manualmente. Mas 56% disseram não dispor de nenhum mecanismo para realizar a migração das MVs de uma forma ordenada.
Admitir a necessidade de implantar uma política adequada representa metade da batalha. Em nosso relatório, foi identificado que os fabricantes estão oferecendo gerenciamento de virtualização, mas a realidade é que existem muitas coisas que a TI pode realizar para administrar o crescimento descontrolado, sem precisar investir em uma ferramenta específica para o gerenciamento de MVs.
Premissas
O lema vigente é: um servidor virtual continuará sendo um servidor, com todas as questões relativas a políticas, segurança e gerenciamento que uma máquina física tem. Crie uma declaração de missão que estabeleça objetivos organizacionais para a virtualização. O mais importante é que a economia de energia ou uma alocação de recursos de TI seja altamente flexível? Em seguida, faça o inventário de seus ambientes (físico e virtualizado), incluindo o mapeamento dos hosts de virtualização, as instâncias de MVs e os servidores físicos destinados à conversão.
Compare as políticas de adequação e segurança de dados com as exigências organizacionais e de gerenciamento, tais como períodos de pico de demanda e os métodos existentes para correção, operações em rede e sistemas de gerenciamento, que devem abranger os hosts de virtualização. Estabeleça controles estritos para a criação de MVs; se uma unidade de TI ou de linha de negócios não puder acrescentar um servidor físico à rede, também não terá condições de evitar os pontos de verificação formais de gerenciamento de mudanças para ampliar novas MVs. E assim que uma MV estiver estabelecida incorpore-a em seu programa vigente de gerenciamento de ciclo de vida.
Esta é a segunda parte de uma série de quatro matérias que vai mostrar as chaves para uma arquitetura de sucesso. Confira a íntegra.
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