segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Seis sistemas de código aberto que não são o Linux

Seis sistemas de código aberto que não são o Linux




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Seis sistemas de código aberto que não são o Linux
por [Serdar Yegulalp | InformationWeek EUA]
O que fazem e qual é a importância dos softwares open source como BSD, OpenSolaris, PureDarwin, HaikuOS, ReactOS e PureDarwins

As palavras livre e sistema operacional (SO) de código aberto, geralmente, trazem uma resposta pronta para a cabeça: Linux. Mas este não é o único por aí; e de fato não tem sido ultimamente. O Linux é simplesmente o mais imediatamente associado ao rótulo. Aqui há uma pesquisa de outros sistemas operacionais que também foram construídos como produtos de código aberto, que geralmente vem com quase nenhuma restrição quanto seu uso. Alguns devem muito pouco ao Linux, além da filosofia de desenvolvimento geral, e não estão relacionados com a arquitetura do Linux em qualquer maneira.
Então, qual a utilidade destes sistemas operacionais? O BSD e o OpenSolaris já estão em produção por todo o mundo, então, há muito pouco o que discutir. O HaikuOS, ReactOS, Darwin e Singularity são outra história: eles vão do minimamente útil no desktop ao para somente útil como projetos de pesquisa de programação.
O que é crucial é que o trabalho feito em todos eles está abertamente disponível para qualquer um e todos que queiram rodar, utilizar, adaptar, transformar ou construir em cima do trabalho feito.
Para ajudá-los a entender esse mercado e o que cada um desses sistemas faz,  InformationWeek EUA formatou uma lista com seis exemplos de SO de código aberto que não são o Linux. Confira!
BSD
Primeiro, tínhamos o Unix - e, então, não muito depois disso, o BSD. Derivado da linha principal da Universidade de Califórnia (EUA), o produto dos pesquisadores de Berkeley nos anos 70, o BSD (uma abreviação para Berkeley Software Distribution) tem se tornado a principal figura no lineup de sistema operacional moderno.
Os fãs da Apple sabem que este foi um dos antecessores do Apple Macintosh OS X Kernel; dispositivos embutidos e roteadores, especialmente o hardware de rede da Juniper, fazem uso dele de alguma forma. Nosso próprio Charles Babcock coroou BSD como uma das grandes peças de software já feitas, tanto para suas influências tanto para o fato de que está livremente disponível com mínimas restrições para todos os que queiram. Além de ser um código altamente polido e maduro, uma das grandes vantagens é que ele é extremamente liberado em licenças.
O código fonte para todo o sistema é livremente disponível e pode ser reutilizado total ou em parte com um pouco mais que uma atribuição de volta ao autor original. Como resultado, as porções de código BSD aparecem em muitos lugares.
O próprio Microsoft Windows utilizava bits de BSD em sua rede e o número de derivados. Diferente do Linux, o BSD retém compatibilidade com binários nativos - de fato, o BSD até oferece suporte nativo binário para os aplicativos Linux. Além de tudo isto, o BSD continua relativamente anônimo nas configurações de desktop, ademais de, novamente, sua utilização como parte do sistema operacional Macintosh OS X da Apple.
A maioria das distribuições é desenhada para ser estável e com sistemas servidores dependentes; a ênfase não está nos ambientes de desktop. Mas há boas edições de BSD: PC-BSD orientada por desktop e DesktopBSD, ambas utilizando o sistema de desktop KDE. Do lado de fora, eles se parecem com o Linux, especialmente, porque a primeira experiência com as pessoas com o desktop KDE é por meio do Linux. Contudo, isto ocorre apenas porque o BSD e o Linux compartilham um ancestral UNIX em comum.
A vantagem do DragonFly da BSD é o forte suporte de multiprocessamento simétrico, enquanto o FreeBSD tem se desenvolvido como sistema único de operação tanto com sistemas quanto com componentes de usuários desenvolvidos juntos.
OpenSolaris
A Sun fez seu nome principal como fabricante de hardware. Também criou um sistema operacional para tirar o máximo de proveito deste hardware: Solaris. Derivado do Unix, desde então vem se tornando um sistema operacional de escolha para o caso de muitas CPUs e para Big Iron em geral.
No ano passado, a Sun apresentou um novo wrinkle no desenvolvimento da Solaris: o código aberto. O OpenSolaris, como o nome diz, é a versão aberta do que se tornará a próxima edição da Solaris, mas de outra forma, digamos, é como a Fedora para o Red Hat Enterprise Linux, como intenção como uma substituição que será ainda suportado sob um contrato existente da Sun.
O OpenSolaris está em pacotes de uma forma que os que estão familiarizados com a distribuição Linux (de novo, Fedora vem à mente) deveriam ser capazes de rodar sem problemas.
Na instalação, ele carrega no Gnome desktop, e as ferramentas de gerenciamento de software estão fortemente remanescentes do que se pode encontrar na Fedora ou no Ubuntu.
Algumas coisas não estão lá completamente bem-feitas: o suporte de áudio no desktop ainda não vingou, os codecs estão tão problemáticos quanto estariam tipicamente em qualquer plataforma livre e o tempo de reiniciar é agonizantemente longo. Como primeiro passo em direção a tornar o sistema operacional mais fácil de usar, a Sun tem trabalhado com a Toshiba para entregar um notebook pré-programado em OpenSolaris e com todo o hardware com suporte fora da caixa.
O principal intento da Sun com o OpenSolaris não é apagar o trabalho mencionado das distribuições. A intenção é ser utilizada como plataforma de programação, para os que estão trabalhando em alguma parte do stack da Sun. Ainda não está claro que o sistema vai atrair as pessoas que usam Linux, mesmo assim a Solaris mantém a compatibilidade de backwards e paralela com os programas Linux (como BSD) como uma das características.
HaikuOS
Quando o ex Apple-ista Jean-Louis Gassée formou o Be, as pessoas se perguntavam se este novo produto BeOS e o processador dual BeBox computers (que vinha junto) seriam um desafio tanto para o Windows quanto para o Mac. Eles poderiam ser concorrentes, como diz o ditado. Infelizmente, isso não aconteceu desta forma: tanto o BeOS quanto o Be acabaram perdendo para a Microsoft e a Apple. Mas havia algo interessante na linha econômica e clara do BeOS - aparência e possibilidades como plataforma - que forçou as pessoas a voltar para uma segunda avaliação.
O HaikuOS é uma tentativa de cobrir onde o BeOS deixou espaço, tanto na aparência quanto nas características de plataforma. Diferente do BeOS, é um projeto de código aberto - distribuído sob a licença extremamente liberal MIT - e diferente das distribuições Linux, não há utilização do Linux kernel, o sistema de gráficos X Window ou qualquer características das mais associadas ao Linux. É um sistema totalmente novo dos pés à cabeça.
Então, o novo HaikuOS, de fato, que não tem instalação formal de CD - a única maneira de rodar o sistema operacional é obter uma imagem de disco e rodar em VMware ou algum produto similar. Agora mesmo o foco está no desenvolvimento da plataforma, com aplicativos seguindo em ordem menor da biblioteca de programas de código aberto que já migraram para plataformas múltiplas. (Firefox obviamente é uma). O que está menos claro é se a plataforma vai continuar sendo simplesmente um motivo de curiosidade ou se vai se tornar novamente um concorrente, mas mesmo se conseguir polidez e solidificação, fica difícil descartar.
ReactOS
Se o HaikuOS parece um experimento ousado, o ReactOS é ainda mais. É uma tentativa de reengenharia do Microsoft Windows API de baixo para cima, em uma implantação livre de código aberto. A ambição e o escopo do projeto são intrigantes, mas não é por nenhum meio uma substituição drop-in do Windows. Há um consenso de que o Windows é mais que apenas as próprias APIs e, atualmente, o ReactOS percorre um longo caminho provando isto.
Trata-se de um projeto muito similar ao Linux, que permite que os programas do Windows também rodem no Linux.
Um copia do ReactOS é instada em poucos minutos - embora, é basicamente porque ele é parecido mas não tem a pletora de ferramentas nativas do Windows. Infelizmente, muitos drives comuns de hardware não estão na linha com o sistema operacional - você provavelmente vai querer ficar com os drives do Windows à mão para seu cartão de rede, por exemplo.
Outras limitações rapidamente se tornam claras. Você não pode utilizar nenhum sistema de arquivo que não seja FAT durante o setup, e o suporte NTFS não está disponível (ainda). É difícil dizer antes se um dado aplicativo vai funcionar, ou em qual grau. No lado vantajoso, não é difícil testar o ReactOS em uma máquina virtual; tem até uma implementação live-CD dele.
PureDarwin
Os fãs da Apple reconhecerão o nome Darwin imediatamente: é o kernel utilizado no Mac OS X. Enquanto o próprio Mac OS X é uma criação proprietária - especialmente, o elegante GUIm, que é motivo de inveja para a maioria dos outras plataformas - seus underpinnings estão disponíveis como projeto de código aberto. O próprio Darwin kernel é de uso limitado, mas outras pessoas tiveram problema para construir uma distribuição de tipos que utilizam Darwin como core.
O resultado, PureDarwin, tem sido distribuído ao público, mas é ainda profundamente primitivo. Duas versões existentes de download: um sistema mínimo rodando o Darwin 9 kernel (a edição "nano"), e uma previsão de um desenvolvedor com X11, a ferramenta Dtrace da Solaris e o sistema de arquivos ZFS da Sun incluso. O anterior pode ser iniciado em um IS O, mas a última foi principalmente para rodar na versão Mac do VMware, então algum trabalho conseguido para conseguir o boot em qualquer coisa menos no ambiente alvo.
Em projetos como ReactOS e HaikuOS, a maioria da energia despendida no PureDarwin agora mesmo não está no âmago da experiência do usuário final - muitas coisas básicas como relacionamento, por exemplo, não estão ligados ainda.
Estará claro em um momento antes que algo que uma distribuição para usuário final de PureDarwin esteja disponível.
Também não está claro se será útil em qualquer coisa que num seja hardware de Mac, pelo menos não sem muito trabalho.
Singularity
O sistema operacional experimental da Microsoft, de nome "Singularity," tem sido o assunto com pelo menos tanta falta de informação quanto seu rival de mesmo nível, o sequel. O Singularity não é um projeto alfa na ordem do HaikuOS, mas um protótipo de pesquisa - uma experimentação na qual a Microsoft testa vários conceitos sobre os futuros sistemas operacionais e desenho de software. Não é algo que você pode rodar o Firefox, uma vez que nenhuma das linguagens normalmente utilizadas está desenhada para tal.
Então, qual é o ponto?"Um desenho de sistema operacional criado com o mínimo da base antiga quanto possível, e com o objetivo de longo prazo coletar lições sobre como construir um sistema operacional que seja seguro, estável e confiável de ponta a ponta, tanto internamente quanto externamente.
Muitas das idéias por trás do Singularity são as extensões das lições que a Microsoft aprendeu enquanto fazia a engenharia do banco de dados e pode bem ser colocadas nas futuras versões do Windows, mas para agora elas estão sendo exploradas de uma forma única.
A pesquisa que descreve os estados do Singularity que o trabalho sendo feito no sistema operacional é uma direção e não um objetivo; eles não estão tentando entregar o próprio Singularity como um produto funcional para qualquer pessoa.
Provavelmente veremos os resultados do trabalho feito no Singularity no servidor Microsoft e produtos de virtualização, pelo menos no começo. Veremos no Windows que todos nós conhecemos a utilização diária é algo que nem a Microsoft mesmo saberia responder neste momento. (tradução Warley Santana)
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