Mais um caderno de notas que reúne experiências no mundo de TI. Focado em infraestrutura de redes; sempre adaptando para evoluir, pois "Resistir é inútil, você será assimilado" (frase BORG - Star Trek)
App reúne mais de 1 milhão de pontos de internet móvel do Brasil cadastrados
A Instabridge, startup sueca, abriga uma enorme
comunidade mundial de compartilhamento de pontos de Wi-Fi público. Via
aplicativo para iOS (iPhone) e Android, oferece um indicador de redes
Wi-Fi com melhor conexão – apenas na versão Android – em um raio de até
1.250 metros (ou 20 minutos de caminhada) do local em que o usuário se
encontre. Após se conectar automaticamente ao aplicativo, o usuário tem
acesso a uma lista com as redes categorizadas pelos sinais verde,
amarela e vermelha, indicando da maior a menor probabilidade de conexão e
navegação, respectivamente, orientada pelos próprios usuários.
“Nossa missão não é apenas trazer internet para todos, mas também
oferecer o acesso à internet de qualidade. A rede encurta distâncias,
fortalece laços, facilita burocracias”, comenta Niklas Agevik, CEO na
Instabridge. O aplicativo passou por algumas mudanças. Mais de 1 milhão de pontos Wi-Fi
Um diferencial do Instabridge é que, mesmo que o usuário não esteja
conectado a nenhuma rede de internet, ele ainda assim pode acessar o
mapa de redes Wi-Fi próximas a ele que estão cadastradas no aplicativo
por meio de um mapa off-line e, portanto, se conectar.
“Se você não tem internet móvel e confia no Wi-Fi para as mensagens
do WhatsApp, por exemplo, você terá mais chances de receber mensagens ao
caminhar pela cidade do que antes dessas mudanças. Há mais chances de
se conectar às redes automaticamente à medida que você passa por elas”,
conta Ben Summers, Backend Developer na Instabridge.
O app conta que já soma mais de 1 milhão de pontos de WiFi em todo o
Brasil cadastrados. Isso é metade do total de redes compartilhadas por
usuários do Instabridge em todo mundo, que soma dois milhões. Veja as
cidades com mais redes cadastradas:
São Paulo (245 mil);
Rio de Janeiro (105 mil);
Minas Gerais (95 mil);
Bahia (80 mil);
Paraná (60 mil);
Rio Grande do Sul (40 mil);
Paraíba (23 mil) e;
Distrito Federal (15 mil). Quem usa Wi-Fi?
Segundo o levantamento “O Estado do LTE”, divulgado OpenSignal, o
Brasil reduziu a velocidade média da internet 4G. Enquanto o brasileiro
alcançava, em média, 20,34 Mb/s no terceiro trimestre de 2017, a
velocidade caiu para 19,67 Mb/s entre outubro e dezembro do ano passado.
Esse é um dos fatores que, somado à mobilidade, faz com que o uso do
sinal de Wi-Fi cresça e seja um dos meios mais utilizados no país para
acessar a internet.
A Pnad Contínua - TIC 2016 também aponta que a maior proporção de
usuários de internet no celular usa o Wi-Fi, em vez do 3G ou do 4G,
redes que exigem plano de dados. O uso exclusivo do Wi-Fi chega a 30%
dos usuários das classes D/E, versus 9% da classe A. E em 18% dos
domicílios conectados, a internet chega por meio do Wi-Fi compartilhado.
Selecionamos alguns dos principais kits disponíveis no mercado voltado para a popular e flexível placa de computação.
Autor da Foto
O Raspberry Pi é um pequeno computador incrivelmente
flexível. Você pode usá-lo para uma variedade de projetos, incluindo
iniciativas pragmáticas, inovadoras ou nostálgicas. Ou seja, o mesmo
hardware pode ser usado para um setup retrô de games ou para um servidor
de bloqueio de anúncios (ad blocker).
Mas se você nunca lidou com uma placa de circuito na vida,
começar com um Raspberry Pi pode ser um tanto intimidador. Não há o que
temer: existem kits especiais que tornam mais fácil e simples a entrada
neste universo.
Os kits mais básicos costumam unir uma placa Raspberry Pi e
os componentes necessários (com exceção do teclado, mouse e monitor).
As opções mais avançadas não trazem uma placa Raspberry Pi, em vez disso
focando no hardware especializado necessário para um projeto
particular.
Analisamos as principais opções disponíveis no mercado
para selecionar alguns dos melhores kits Raspberry Pi. Disponíveis
abaixo, as nossas escolhas incluem algo para cada tipo de usuário, seja
para criar um PC secundário simples ou entrar de cabeça em projetos mais
complicados.
Pi Desktop
Vendido por: Element 14
Preço: 50 dólares
Placa inclusa: Não
Vamos começar a lista com um kit que não inclui todos os
componentes. Visualmente parecido com os kits Intel NUC, que são
baseados no Windows, o Pi Desktop é uma grande caixa quadrada que traz
um suporte de placa que se liga à Raspberry Pi pelos conectores GPIO.
Também há uma variedade de mecanismos internos no estilo de um PC, como
uma interface mSATA, um controlador de energia, clock de sistema, e um
dissipador de calor.
Tudo que você precisa fazer é trazer uma placa Raspberry Pi 3, um SSD de até 1TB e uma atitude “faça você mesmo” (DIY).
A fabricante de kits Raspberry Pi CanaKit oferece um kit
básico que traz apenas os elementos essenciais: uma placa Raspberry Pi
3, um carregador, um case, e dois dissipadores de calor. Os dissipadores
não são estritamente necessários, mas são um toque legal.
Para conseguir fazer as coisas andarem, você precisará de um cartão microSD, um teclado, um mouse e um cabo HDMI.
Esse kit é um passo à frente interessante ao pacote básico
para iniciantes citado acima. O chamado Complete Starter Kit inclui
tudo que você precisa para começar a “brincar” com uma Raspberry Pi: uma
placa Pi 3, um microSD de 32GB já com o sistema operacional NOOBS
pré-instalado, um case, um adaptador de energia, dois dissipadores de
calor, e um cabo HDMI. Se você quer começar a mexer logo com o kit sem
precisar esperar pela chegada de outros componentes, essa é a melhor
escolha.
Retro Gaming kit
Vendido por: The Pi Hut
Preço: 100 dólares
Placa inclusa: Sim
Um dos nossos usos favoritos para a Raspberry Pi é como um
console de games clássicos. Se você não quer ficar procurando na Amazon
e em outras lojas pelos componentes necessários, esse kit da Pi Hut
reúne tudo em um só lugar.
Além da Raspberry Pi 3 e do case, você também recebe dois
controles no estilo do Super NES, um cartão microSD vazio, um adaptador
microSD para USB, uma fonte de energia, e um cabo HDMI.
Por razões legais, a empresa não pode te fornecer o
sistema operacional ou as ROMs dos jogos. Então você terá de baixar
esses softwares por conta própria.
Como o nome sugere, o kit Raspberry Pi for Dummies é ótimo
para qualquer pessoa interessada em entrar na "brincadeira" de montar
diferentes hardwares. Ele inclui um livrinho Raspberry Pi for Dummies,
que funciona como um guia inicial para trabalhar com a Raspberry Pi e
iniciar os seus próprios projetos.
O hardware presente no kit é mais ou menos o esperado: uma
placa Raspberry Pi 3, um cartão microSD com o Sistema NOOBS instalado,
fonte de energia, case, cabo HDMI e dois dissipadores de calor. Você
também recebe uma placa breadboard, LEDs, chaves de botões e
resistências de Ohm.
PiAware Aircraft Tracking Kit
Vendido por: ModMyPi
Preço: 120 dólares
Placa inclusa: Sim
Agora esse é um kit interessante para os fãs de viagens
aéreas. Ele te permite transformar a sua Raspberry Pi 3 em uma estação
terrestre ADS-B (automatic dependent surveillance-broadcast) – assim
você receberá dados em tempo real sobre os aviões que estejam dentro do
alcance da antena FlightAware inclusa no pacote.
O kit também traz uma Raspberry Pi 3, um case, um cartão
microSD com o software PiAware instalado, fonte de energia, cabo de
vídeo, cabo ethernet, dissipador de calor, FlightAware Pro Stick ou Pro
Stick Plus, cabo USB, antena de 1090MHz, filtro SMA band-pass de
1090MHz, e um teclado.
Vale notar que o kit é customizável. Por isso, não deixe
de checar todas as opções oferecidas pela ModMyPi antes de fechar o
pedido.
PiTop Kit v2
Vendido por: Adafruit
Preço: 300 dólares
Placa inclusa: Não
Se você já desejou que a sua placa Raspberry Pi 3 pudesse
ser um laptop, então esse é o kit ideal. Vale notar que você precisará
trazer a sua própria placa Raspberry Pi, mas o kit conta com todos os
outros componentes necessários: uma tela de 14 polegadas e resolução
1080p, acesso fácil à Pi assim como a qualquer outro cabo ou aparelho
USB, um cartão SD de 8GB com o sistema Pi-Top, diversos cabos e
parafusos, e um carregador. Essa segunda geração do kit PiTop é
compatível com diversos modelos da Raspberry Pi, incluindo a mais nova
Raspberry Pi 3 Model B+.
Google AIY Voice Kit
Vendido por: ModMyPi
Preço: 35 dólares
Placa inclusa: Não
O Google AIY Voice Kit não é feito para você criar o seu
desktop pessoal. Em vez disso, o kit é voltado para a criação de um
Google Home “faça você mesmo” com uma Raspberry Pi 3. Como em outros
casos citados na lista, você não recebe a placa Raspberry Pi com esse
kit.
Ele traz uma placa de voz HAT, uma placa de microfone HAT,
um alto-falante de três polegadas, um botão de push, cabos e
componentes diversos, e uma caixa e uma armação de papelão para acomodar
o projeto todo.
Para completar o gadget, você precisará de uma Raspberry Pi 3, um cartão microSD, uma chave Philips, e fita adesiva.
O Google agora possui uma segunda versão
do kit AIY Voice que facilita muito a vida do usuário na hora de montar
o seu próprio Google Home. Esse modelo mais recente traz os componentes
principais de sempre, incluindo um alto-falante, placa de voz HAT, e um
botão push.
A grande diferença entre esse kit e a versão anterior é
que ele vem com a placa Raspberry Pi Zero WH como parte do kit, assim
como um cartão SD pré-carregado. Você também pode escolher comprar uma
Raspberry Pi 3 separadamente, é claro.
Também há um aplicativo Android para facilitar a
configuração wireless e os ajustes gerais – o Google também está
desenvolvendo versões iOS e Chrome deste app.
De forma parecida com o kit de voz, a segunda versão do
AIY Vision Kit também traz uma placa Raspberry Pi Zero WH e um cartão SD
pré-carregado. Esse kit ajuda os usuários a criarem uma câmera
inteligente que consegue “reconhecer objetos, detectar rostos e
emoções”.
Os outros componentes principais presentes na caixa são a
câmera Raspberry Pi, a placa Vision HAT, o botão de push, LED de
privacidade, e uma campainha. O kit também funciona como o mesmo
aplicativo citado acima, disponível apenas para Android por enquanto.
Naturalmente, filtros, neste texto são equivalentes a filtros no BGP, exclusivamente. Outra informação importante é de que todos os Mikrotiks foram atualizados na Versão 5.1.
Por outro lado, uma recomendação
importante e pouco usada: ao se estabelecer empareamentos BGP,
implemente primeiro os filtros, para depois estabelecer o empareamento
propriamente dito. Porque? Porque se evitará de poluir a tabela de
roteamento do roteador eliminando a necessidade de reinicializá-lo.
Para o que segue, iremos nos referenciar à Figura 1, abaixo, última topologia vista no artigo [Braga, 2011]1.
Figura 1: Empareamento independente do MK6 (AS65536) ao MK2 (AS65532).
Como filtrar no Mikrotik
Os exemplos preliminares de
filtros concentrarão no componente MK8.6, da topologia mostrada na
Figura 1, acima. Filtros do BGP no Mikrotik, são feitos no caminho
mostrado na Figura 2, via Winbox.
Figura 2: Onde os filtros são feitos, no Mikrotik.
A janela “Route Filters” é onde
estarão os filtros. Quando clicamos no “+”, aparece a janela de inclusão
dos filtros, que possui 4 abas, vistas nas Figuras 3 e 4, que seguem.
Figura 3: Abas “Matches” e “BGP”
Figura 4: Abas “Actions” e “BGP Actions”
Como pode-se verificar são
muitas as alternativas que giram em torno de Filtros, o que permite uma
quantidade enorme de combinações. Na primeira aba, o parâmetro “Chain”
deve indicar o que estamos filtrando. Os principais filtros estão
associados ao emparemento que fazemos. A Figura 5 abaixo, exibe a
maneira como indicamos, no empareamento, quais os filtros associados a
ele, isto é, filtros de entrada e filtros de saída. A primeira parte da
Figura 5 mostra o empareamento com o MK2, sem nenhuma indicação de
filtros, enquanto que a segunda aba exibe o nome dados aos filtros de
entrada e de saída, respectivamente, “MK2_entra” e “MK2_sai”. Uma vez
salva, a aba “Matches” (Figura 3) irá mostrar estas duas identificações,
no “Chain”.
Figura 5: Dando nomes aos filtros de entrada e saída, associados ao empareamento.
O estado atual do MK8.6
A listagem abaixo mostra o estado do MK8.6 em relação à tabela de rotas e aos anúncios que ele está fazendo.
Filtrando o recebimento de anúncios dos próprios blocos
Filtrar a entrada dos próprios
blocos não faz muito sentido já que o mecanismo de prevenção de laços
infinitos do BGP já faz isso e, que pode ser visto nas rotas do próprio
MK8.6 e nos anúncios de MK2 para MK.6, mostrado na relação a seguir:
Entretando, volta e meia
ouvimos: “Filtre seus blocos, na entrada!”. Para efeitos ditáticos,
vamos fazer isso. A Figura 6 mostra como e os respectivos resultados
mostrando, como foi inócuo tal filtro.
Figura 6: Filtro inócuo de entrada e os resultados.
Em 1 a indicação da existência do filtro, mostrando a “Chain” (MK2_entra), o bloco filtrado e a ação do filtro (“discard”). Em 2 e 3, as abas do filtro, como foram preenchidas. Em 4, a tela do terminal, listando os resultados para efeitos de comparação.
Outro filtro importante de
entrada é não deixar entrar a rota padrão, embora possa ver que MK2,
único vizinho de MK8.6, não anuncia a rota padrão. Esta decisão é do
administrador do MK8.6. Um bom administrador vê que isso não precisa ser
feito. Mas, o administrador do MK2 pode, involuntariamente, anunciar a
rota padrão. Copiando o primeiro filtro e alterando somente o bloco para
0.0.0.0/0, temos o resultado da Figura 7.
Figura 7: Filtrando a rota padrão, na entrada.
Filtrando a saída
A recomendação é de imediato: somente deixe passar os blocos que serão anunciados.
Isso inclui o bloqueio da rota padrão, para que não haja efeitos
involuntários. Mesmo que a rota padrão não esteja sendo usada, como é o
caso do MK8.6 (ela pode vir a ser usada a qualquer momento). Antes de
fazer este bloqueio, vamos confirmar o funcionamento de filtros, pois
não vimos isso ainda. Se fizermos o bloqueio do bloco do MK8.6,
ilustramos o fato. Vejamos na Figura 8, onde uma nova cópia do primeiro
filtro é suficiente, desde que mudemos a “Chain”.
Figura 8: Filtrando a saída do próprio bloco.
O bloco não aparece mais na
listagem de anúncios, mostrado no terminal, abaixo da janela de filtros.
Então, funciona! Mas este filtro não interessa, exceto pelo efeito
didático. Na realidade, tal filtro é indevido, pois impede a divulgação
mais importante e desejada pelo administrador do MK8.6! Vamos então ao
que interessa, bloqueando a rota padrão e tudo mais, exceto o bloco que
MK8.6 quer anunciar. A técnica no Mikrotik é bloquear tudo, menos o
bloco a ser anunciado. Na Figura 9, mostra o resultado, usando o próprio
bloqueio de efeito didático. Um parâmetro na primeira aba do filtro,
chamado de ‘Invert Matcher”, faz este trabalho. Como o bloco está com a
ação “discard”, o Mikrotik irá bloquear tudo, menos o bloco definido em
“Prefix”. Assim, até a rota padrão foi bloqueada!
Figura 9: Filtrando tudo, menos o bloco que se deseja anunciar.
Uma outra maneira de fazer isso é
usando três filtros: o primeiro bloqueia a rota padrão, o segundo
libera o bloco e o terceiro, bloqueia todo o resto (sem especificar
qualquer coisa no campo Prefix.
Controlando os anúncios com o Networks
Uma questão a lembrar é o uso do Prefix Length nos filtros que juntamente com o “Networks”, flexibiliza as regras de filtragem.
Suponha que o AS tenha um bloco IPv4, /20 (Por exemplo, x.y.n.0/20). E que no Networks inclua-se somente um /24 (ex. x.y.zj.0/20,
n <= j <= n+15), pois é o que se deseja anunciar em uma
determinada conexão BGP. Então, o filtro abaixo, garante que somente o
/24 será anunciado:
Prefix => x.y.n.0/20
Prefix Length => 20-24
Se, entretanto, o Prefix Length não for utilizado, todo o bloco /20 será anunciado e ele deverá estar representado no Networks. A variedade de alternativas implica na necessidade de se planejar os filtros com esmerado cuidado.
Vale lembrar que o BGP de trânsito (ou de transporte) deverá ter a opção Redistribute Other BGP, marcada em Instances (também, distribui prefixos entre instâncias). Em todos os seus empareamentos, o Nexthop Choice deve ser force self evitando um grave erro. Em anúncios de terceiros, para um PTT, o Next-Hop
estará errado ao indicar o IP do roteador do consumidor de trânsito (ou
de transporte) e, não o do roteador que oferece o trânsito (ou o
transporte), como seria o correto. Neste caso, a punição pode ser a
desconexão com o ATM (o pessoal do PTT.br avisa antes…). Finalmente,
deve-se lembrar que o Client to Client Reflection, ainda em Instances, distribui prefixos entre os membros (empareados), de uma mesma instância.
Há algumas variações sobre a questão do force self.
Basicamente ele se aplica somente ao último empareado do trânsito (ou
do transporte). Muito embora, se existe roteadores intermediários, o
correto é que cada um deles passe o Next-Hop de forma correta. Isto implica em uma aparente regra: sempre use o force self.
E teste, quando no PTT, via o LG. Quando em um trânsito somente, faça
um traceroute de fora, via um outro LG qualquer e veja o estado do
caminho.