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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Wi-Fi - Onde estão os melhores pontos de Wi-Fi públicos?

Onde estão os melhores pontos de Wi-Fi públicos?


App reúne mais de 1 milhão de pontos de internet móvel do Brasil cadastrados
A Instabridge, startup sueca, abriga uma enorme comunidade mundial de compartilhamento de pontos de Wi-Fi público. Via aplicativo para iOS (iPhone) e Android, oferece um indicador de redes Wi-Fi com melhor conexão – apenas na versão Android – em um raio de até 1.250 metros (ou 20 minutos de caminhada) do local em que o usuário se encontre. Após se conectar automaticamente ao aplicativo, o usuário tem acesso a uma lista com as redes categorizadas pelos sinais verde, amarela e vermelha, indicando da maior a menor probabilidade de conexão e navegação, respectivamente, orientada pelos próprios usuários.
“Nossa missão não é apenas trazer internet para todos, mas também oferecer o acesso à internet de qualidade. A rede encurta distâncias, fortalece laços, facilita burocracias”, comenta Niklas Agevik, CEO na Instabridge. O aplicativo passou por algumas mudanças.
Mais de 1 milhão de pontos Wi-Fi
Um diferencial do Instabridge é que, mesmo que o usuário não esteja conectado a nenhuma rede de internet, ele ainda assim pode acessar o mapa de redes Wi-Fi próximas a ele que estão cadastradas no aplicativo por meio de um mapa off-line e, portanto, se conectar.
“Se você não tem internet móvel e confia no Wi-Fi para as mensagens do WhatsApp, por exemplo, você terá mais chances de receber mensagens ao caminhar pela cidade do que antes dessas mudanças. Há mais chances de se conectar às redes automaticamente à medida que você passa por elas”, conta Ben Summers, Backend Developer na Instabridge.
O app conta que já soma mais de  1 milhão de pontos de WiFi em todo o Brasil cadastrados. Isso é metade do total de redes compartilhadas por usuários do Instabridge em todo mundo, que soma dois milhões. Veja as cidades com mais redes cadastradas:
São Paulo (245 mil);
Rio de Janeiro (105 mil);
Minas Gerais (95 mil);
Bahia (80 mil);
Paraná (60 mil);
Rio Grande do Sul (40 mil);
Paraíba (23 mil) e;
Distrito Federal (15 mil).
Quem usa Wi-Fi?
Segundo o levantamento “O Estado do LTE”, divulgado OpenSignal, o Brasil reduziu a velocidade média da internet 4G. Enquanto o brasileiro alcançava, em média, 20,34 Mb/s no terceiro trimestre de 2017, a velocidade caiu para 19,67 Mb/s entre outubro e dezembro do ano passado. Esse é um dos fatores que, somado à mobilidade, faz com que o uso do sinal de Wi-Fi cresça e seja um dos meios mais utilizados no país para acessar a internet.
A Pnad Contínua - TIC 2016 também aponta que a maior proporção de usuários de internet no celular usa o Wi-Fi, em vez do 3G ou do 4G, redes que exigem plano de dados. O uso exclusivo do Wi-Fi chega a 30% dos usuários das classes D/E, versus 9% da classe A. E em 18% dos domicílios conectados, a internet chega por meio do Wi-Fi compartilhado.

fonte: http://idgnow.com.br/mobilidade/2018/05/02/onde-estao-os-melhores-pontos-de-wi-fi-publicos/

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Hardware - 10 kits Raspberry Pi para usuários novatos e avançados




Selecionamos alguns dos principais kits disponíveis no mercado voltado para a popular e flexível placa de computação.
Autor da Foto
O Raspberry Pi é um pequeno computador incrivelmente flexível. Você pode usá-lo para uma variedade de projetos, incluindo iniciativas pragmáticas, inovadoras ou nostálgicas. Ou seja, o mesmo hardware pode ser usado para um setup retrô de games ou para um servidor de bloqueio de anúncios (ad blocker).  
Mas se você nunca lidou com uma placa de circuito na vida, começar com um Raspberry Pi pode ser um tanto intimidador. Não há o que temer: existem kits especiais que tornam mais fácil e simples a entrada neste universo.
Os kits mais básicos costumam unir uma placa Raspberry Pi e os componentes necessários (com exceção do teclado, mouse e monitor). As opções mais avançadas não trazem uma placa Raspberry Pi, em vez disso focando no hardware especializado necessário para um projeto particular.
Analisamos as principais opções disponíveis no mercado para selecionar alguns dos melhores kits Raspberry Pi. Disponíveis abaixo, as nossas escolhas incluem algo para cada tipo de usuário, seja para criar um PC secundário simples ou entrar de cabeça em projetos mais complicados. 
Pi Desktop
Vendido por: Element 14
Preço: 50 dólares
Placa inclusa: Não
Vamos começar a lista com um kit que não inclui todos os componentes. Visualmente parecido com os kits Intel NUC, que são baseados no Windows, o Pi Desktop é uma grande caixa quadrada que traz um suporte de placa que se liga à Raspberry Pi pelos conectores GPIO. Também há uma variedade de mecanismos internos no estilo de um PC, como uma interface mSATA, um controlador de energia, clock de sistema, e um dissipador de calor. 
Tudo que você precisa fazer é trazer uma placa Raspberry Pi 3, um SSD de até 1TB e uma atitude “faça você mesmo” (DIY).  
especialkits01.jpg
CanaKit Basic
Vendido por: CanaKit via Amazon
Preço: 50 dólares
Placa inclusa: Sim
A fabricante de kits Raspberry Pi CanaKit oferece um kit básico que traz apenas os elementos essenciais: uma placa Raspberry Pi 3, um carregador, um case, e dois dissipadores de calor. Os dissipadores não são estritamente necessários, mas são um toque legal. 
Para conseguir fazer as coisas andarem, você precisará de um cartão microSD, um teclado, um mouse e um cabo HDMI.
especialkits02.jpg
CanaKit Raspberry Pi 3 Complete Starter Kit
Vendido por: CanaKit via Amazon
Preço: 70 dólares
Placa inclusa: Sim
Esse kit é um passo à frente interessante ao pacote básico para iniciantes citado acima. O chamado Complete Starter Kit inclui tudo que você precisa para começar a “brincar” com uma Raspberry Pi: uma placa Pi 3, um microSD de 32GB já com o sistema operacional NOOBS pré-instalado, um case, um adaptador de energia, dois dissipadores de calor, e um cabo HDMI. Se você quer começar a mexer logo com o kit sem precisar esperar pela chegada de outros componentes, essa é a melhor escolha.
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Retro Gaming kit
Vendido por: The Pi Hut
Preço: 100 dólares
Placa inclusa: Sim
Um dos nossos usos favoritos para a Raspberry Pi é como um console de games clássicos. Se você não quer ficar procurando na Amazon e em outras lojas pelos componentes necessários, esse kit da Pi Hut reúne tudo em um só lugar.
Além da Raspberry Pi 3 e do case, você também recebe dois controles no estilo do Super NES, um cartão microSD vazio, um adaptador microSD para USB, uma fonte de energia, e um cabo HDMI.
Por razões legais, a empresa não pode te fornecer o sistema operacional ou as ROMs dos jogos. Então você terá de baixar esses softwares por conta própria. 
especialkits04.jpg
CanaKit Raspberry Pi Kit for Dummies
Vendido por: CanaKit
Preço: 90 dólares
Placa inclusa: Sim
Como o nome sugere, o kit Raspberry Pi for Dummies é ótimo para qualquer pessoa interessada em entrar na "brincadeira" de montar diferentes hardwares. Ele inclui um livrinho Raspberry Pi for Dummies, que funciona como um guia inicial para trabalhar com a Raspberry Pi e iniciar os seus próprios projetos.
O hardware presente no kit é mais ou menos o esperado: uma placa Raspberry Pi 3, um cartão microSD com o Sistema NOOBS instalado, fonte de energia, case, cabo HDMI e dois dissipadores de calor. Você também recebe uma placa breadboard, LEDs, chaves de botões e resistências de Ohm.
especialkits05.jpg
PiAware Aircraft Tracking Kit
Vendido por: ModMyPi
Preço: 120 dólares
Placa inclusa: Sim 
Agora esse é um kit interessante para os fãs de viagens aéreas. Ele te permite transformar a sua Raspberry Pi 3 em uma estação terrestre ADS-B (automatic dependent surveillance-broadcast) – assim você receberá dados em tempo real sobre os aviões que estejam dentro do alcance da antena FlightAware inclusa no pacote.
O kit também traz uma Raspberry Pi 3, um case, um cartão microSD com o software PiAware instalado, fonte de energia, cabo de vídeo, cabo ethernet, dissipador de calor, FlightAware Pro Stick ou Pro Stick Plus, cabo USB, antena de 1090MHz, filtro SMA band-pass de 1090MHz, e um teclado.
Vale notar que o kit é customizável. Por isso, não deixe de checar todas as opções oferecidas pela ModMyPi antes de fechar o pedido.
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PiTop Kit v2
Vendido por: Adafruit
Preço: 300 dólares
Placa inclusa: Não
Se você já desejou que a sua placa Raspberry Pi 3 pudesse ser um laptop, então esse é o kit ideal. Vale notar que você precisará trazer a sua própria placa Raspberry Pi, mas o kit conta com todos os outros componentes necessários: uma tela de 14 polegadas e resolução 1080p, acesso fácil à Pi assim como a qualquer outro cabo ou aparelho USB, um cartão SD de 8GB com o sistema Pi-Top, diversos cabos e parafusos, e um carregador. Essa segunda geração do kit PiTop é compatível com diversos modelos da Raspberry Pi, incluindo a mais nova Raspberry Pi 3 Model B+. 
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Google AIY Voice Kit
Vendido por: ModMyPi
Preço: 35 dólares
Placa inclusa: Não
O Google AIY Voice Kit não é feito para você criar o seu desktop pessoal. Em vez disso, o kit é voltado para a criação de um Google Home “faça você mesmo” com uma Raspberry Pi 3. Como em outros casos citados na lista, você não recebe a placa Raspberry Pi com esse kit. 
Ele traz uma placa de voz HAT, uma placa de microfone HAT, um alto-falante de três polegadas, um botão de push, cabos e componentes diversos, e uma caixa e uma armação de papelão para acomodar o projeto todo.  
Para completar o gadget, você precisará de uma Raspberry Pi 3, um cartão microSD, uma chave Philips, e fita adesiva.
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Google AIY Voice Kit v2
Vendido por: Target
Preço: 50 dólares
Placa inclusa: Sim
O Google agora possui uma segunda versão do kit AIY Voice que facilita muito a vida do usuário na hora de montar o seu próprio Google Home. Esse modelo mais recente traz os componentes principais de sempre, incluindo um alto-falante, placa de voz HAT, e um botão push. 
A grande diferença entre esse kit e a versão anterior é que ele vem com a placa Raspberry Pi Zero WH como parte do kit, assim como um cartão SD pré-carregado. Você também pode escolher comprar uma Raspberry Pi 3 separadamente, é claro. 
Também há um aplicativo Android para facilitar a configuração wireless e os ajustes gerais – o Google também está desenvolvendo versões iOS e Chrome deste app.
googleaivoice_625.jpg
Google AIY Vision Kit v2
Vendido por: Target
Preço: 90 dólares
Placa inclusa: Sim
De forma parecida com o kit de voz, a segunda versão do AIY Vision Kit também traz uma placa Raspberry Pi Zero WH e um cartão SD pré-carregado. Esse kit ajuda os usuários a criarem uma câmera inteligente que consegue “reconhecer objetos, detectar rostos e emoções”.
Os outros componentes principais presentes na caixa são a câmera Raspberry Pi, a placa Vision HAT, o botão de push, LED de privacidade, e uma campainha. O kit também funciona como o mesmo aplicativo citado acima, disponível apenas para Android por enquanto.
googleaivision_625.jpg

segunda-feira, 9 de abril de 2018

BGP - BGP no Mikrotik (IX): Filtros (muito boa explicação)


Introdução


Naturalmente, filtros, neste texto são equivalentes a filtros no BGP, exclusivamente. Outra informação importante é de que todos os Mikrotiks foram atualizados na Versão 5.1.
Por outro lado, uma recomendação importante e pouco usada: ao se estabelecer empareamentos BGP, implemente primeiro os filtros, para depois estabelecer o empareamento propriamente dito. Porque? Porque se evitará de poluir a tabela de roteamento do roteador eliminando a necessidade de reinicializá-lo.
Para o que segue, iremos nos referenciar à Figura 1, abaixo, última topologia vista no artigo [Braga, 2011]1.


Figura 1: Empareamento independente do MK6 (AS65536) ao MK2 (AS65532).

Como filtrar no Mikrotik


Os exemplos preliminares de filtros concentrarão no componente MK8.6, da topologia mostrada na Figura 1, acima. Filtros do BGP no Mikrotik, são feitos no caminho mostrado na Figura 2, via Winbox.


Figura 2: Onde os filtros são feitos, no Mikrotik.

A janela “Route Filters” é onde estarão os filtros. Quando clicamos no “+”, aparece a janela de inclusão dos filtros, que possui 4 abas, vistas nas Figuras 3 e 4, que seguem.


Figura 3: Abas “Matches” e “BGP”


Figura 4: Abas “Actions” e “BGP Actions”

Como pode-se verificar são muitas as alternativas que giram em torno de Filtros, o que permite uma quantidade enorme de combinações. Na primeira aba, o parâmetro “Chain” deve indicar o que estamos filtrando. Os principais filtros estão associados ao emparemento que fazemos. A Figura 5 abaixo, exibe a maneira como indicamos, no empareamento, quais os filtros associados a ele, isto é, filtros de entrada e filtros de saída. A primeira parte da Figura 5 mostra o empareamento com o MK2, sem nenhuma indicação de filtros, enquanto que a segunda aba exibe o nome dados aos filtros de entrada e de saída, respectivamente, “MK2_entra” e “MK2_sai”. Uma vez salva, a aba “Matches” (Figura 3) irá mostrar estas duas identificações, no “Chain”.


Figura 5: Dando nomes aos filtros de entrada e saída, associados ao empareamento.

O estado atual do MK8.6

A listagem abaixo mostra o estado do MK8.6 em relação à tabela de rotas e aos anúncios que ele está fazendo.
[admin@MK8-6] > ip route print                  
 #      DST-ADDRESS        PREF-SRC        GATEWAY            DISTANCE
 0 ADb  10.201.0.0/23                      10.202.0.13        20 
 1 ADb  10.202.0.0/23                      10.202.0.13        20 
 2 ADC  10.202.0.12/30     10.202.0.14     MK2                0 
 3 ADb  10.203.0.0/23                      10.202.0.13        20
 4 ADb  10.204.0.0/23                      10.202.0.13        20
 5 ADb  10.205.0.0/23                      10.202.0.13        20
 6 ADb  10.206.0.0/23                      10.202.0.13        20
 7 ADb  10.207.0.0/23                      10.202.0.13        20
 8 ADb  10.226.0.0/24                      10.202.0.13        20
 9 ADb  10.226.1.0/24                      10.202.0.13        20 
10 ADC  10.236.0.1/32      10.236.0.1      LoopBack           0        
[admin@MK8-6] > routing bgp advertisements print
PEER     PREFIX               NEXTHOP          AS-PATH 
MK2      10.236.0.0/23        10.202.0.14 

Filtrando o recebimento de anúncios dos próprios blocos


Filtrar a entrada dos próprios blocos não faz muito sentido já que o mecanismo de prevenção de laços infinitos do BGP já faz isso e, que pode ser visto nas rotas do próprio MK8.6 e nos anúncios de MK2 para MK.6, mostrado na relação a seguir:

[admin@MK2] > routing bgp advertisements print peer=MK8.6 
PEER     PREFIX               NEXTHOP          AS-PATH
MK8.6    10.201.0.0/23        10.202.0.13      65531
MK8.6    10.206.0.0/23        10.202.0.13      65537,65536
MK8.6    10.204.0.0/23        10.202.0.13      65531,65534 
MK8.6    10.226.1.0/24        10.202.0.13      65537,65536
MK8.6    10.205.0.0/23        10.202.0.13      65531,65534,65535
MK8.6    10.207.0.0/23        10.202.0.13      65537
MK8.6    10.203.0.0/23        10.202.0.13      65533
MK8.6    10.226.0.0/24        10.202.0.13      65537,65536 
MK8.6    10.202.0.0/23        10.202.0.13

Entretando, volta e meia ouvimos: “Filtre seus blocos, na entrada!”. Para efeitos ditáticos, vamos fazer isso. A Figura 6 mostra como e os respectivos resultados mostrando, como foi inócuo tal filtro.


Figura 6: Filtro inócuo de entrada e os resultados.
Em 1 a indicação da existência do filtro, mostrando a “Chain” (MK2_entra), o bloco filtrado e a ação do filtro (“discard”). Em 2 e 3, as abas do filtro, como foram preenchidas. Em 4, a tela do terminal, listando os resultados para efeitos de comparação.
Outro filtro importante de entrada é não deixar entrar a rota padrão, embora possa ver que MK2, único vizinho de MK8.6, não anuncia a rota padrão. Esta decisão é do administrador do MK8.6. Um bom administrador vê que isso não precisa ser feito. Mas, o administrador do MK2 pode, involuntariamente, anunciar a rota padrão. Copiando o primeiro filtro e alterando somente o bloco para 0.0.0.0/0, temos o resultado da Figura 7.


Figura 7: Filtrando a rota padrão, na entrada.

Filtrando a saída


A recomendação é de imediato: somente deixe passar os blocos que serão anunciados. Isso inclui o bloqueio da rota padrão, para que não haja efeitos involuntários. Mesmo que a rota padrão não esteja sendo usada, como é o caso do MK8.6 (ela pode vir a ser usada a qualquer momento). Antes de fazer este bloqueio, vamos confirmar o funcionamento de filtros, pois não vimos isso ainda. Se fizermos o bloqueio do bloco do MK8.6, ilustramos o fato. Vejamos na Figura 8, onde uma nova cópia do primeiro filtro é suficiente, desde que mudemos a “Chain”.


Figura 8: Filtrando a saída do próprio bloco.

O bloco não aparece mais na listagem de anúncios, mostrado no terminal, abaixo da janela de filtros. Então, funciona! Mas este filtro não interessa, exceto pelo efeito didático. Na realidade, tal filtro é indevido, pois impede a divulgação mais importante e desejada pelo administrador do MK8.6! Vamos então ao que interessa, bloqueando a rota padrão e tudo mais, exceto o bloco que MK8.6 quer anunciar. A técnica no Mikrotik é bloquear tudo, menos o bloco a ser anunciado. Na Figura 9, mostra o resultado, usando o próprio bloqueio de efeito didático. Um parâmetro na primeira aba do filtro, chamado de ‘Invert Matcher”, faz este trabalho. Como o bloco está com a ação “discard”, o Mikrotik irá bloquear tudo, menos o bloco definido em “Prefix”. Assim, até a rota padrão foi bloqueada!


Figura 9: Filtrando tudo, menos o bloco que se deseja anunciar.

Uma outra maneira de fazer isso é usando três filtros: o primeiro bloqueia a rota padrão, o segundo libera o bloco e o terceiro, bloqueia todo o resto (sem especificar qualquer coisa no campo Prefix.

Controlando os anúncios com o Networks


Uma questão a lembrar é o uso do Prefix Length nos filtros que juntamente com o “Networks”, flexibiliza as regras de filtragem.
Suponha que o AS tenha um bloco IPv4, /20 (Por exemplo, x.y.n.0/20). E que no Networks inclua-se somente um /24 (ex. x.y.zj.0/20, n <= j <= n+15), pois é o que se deseja anunciar em uma determinada conexão BGP. Então, o filtro abaixo, garante que somente o /24 será anunciado:
Prefix => x.y.n.0/20
Prefix Length => 20-24
Se, entretanto, o Prefix Length não for utilizado, todo o bloco /20 será anunciado e ele deverá estar representado no Networks. A variedade de alternativas implica na necessidade de se planejar os filtros com esmerado cuidado.
Vale lembrar que o BGP de trânsito (ou de transporte) deverá ter a opção Redistribute Other BGP, marcada em Instances (também, distribui prefixos entre instâncias). Em todos os seus empareamentos, o Nexthop Choice deve ser force self evitando um grave erro. Em anúncios de terceiros, para um PTT, o Next-Hop estará errado ao indicar o IP do roteador do consumidor de trânsito (ou de transporte) e, não o do roteador que oferece o trânsito (ou o transporte), como seria o correto. Neste caso, a punição pode ser a desconexão com o ATM (o pessoal do PTT.br avisa antes…). Finalmente, deve-se lembrar que o Client to Client Reflection, ainda em Instances, distribui prefixos entre os membros (empareados), de uma mesma instância.
Há algumas variações sobre a questão do force self. Basicamente ele se aplica somente ao último empareado do trânsito (ou do transporte). Muito embora, se existe roteadores intermediários, o correto é que cada um deles passe o Next-Hop de forma correta. Isto implica em uma aparente regra: sempre use o force self. E teste, quando no PTT, via o LG. Quando em um trânsito somente, faça um traceroute de fora, via um outro LG qualquer e veja o estado do caminho.

Assuntos relacionados, neste blogue


  1. BGP no Mikrotik: Dois operadores de trânsito. Versão anterior a este artigo.
  2. BGP em Mikrotik – Parte I
  3. BGP em Mikrotik – Parte II
  4. BGP em Mikrotik – Parte III
  5. BGP no Mikrotik (IV): Anúncios e rotas no FFE
  6. BGP no Mikrotik (V): Analisando anúncios de implementações de BGP
  7. BGP no Mikrotik (VI): Estabelecendo enlaces (rotas) backup
  8. BGP no Mikrotik (VII): Mesmo AS em empareamentos remotos e independentes
  9. BGP no Mikrotik (VIII): Alterando a política de roteamento
  10. Atributos do BGP
  11. BGP: Tabelas de roteamento
  12. Convergência, no BGP
  13. A Seta IPv6: Preparando para trabalhar com IPv6 no Mikrotik
  14. Conectando-se a um PTT, em Mikrotik (IPv4 e IPv6)
  15. BGP: topologias, abstrações, eBGP e iBGP (Parte 1)

Referências


  1. Braga, J., BGP no Mikrotik (VII): Mesmo AS em empareamentos remotos e independentes. Infraestrutura da Internet. 2011. Disponível em: https://juliaobraga.wordpress.com/2011/04/04/bgp-no-mikrotik-vii-mesmo-as-em-empareamentos-remotos-e-independentes/. Acessado em 15/04/2011 11:13.


fonte: https://ii.blog.br/2011/04/18/bgp-no-mikrotik-ix-filtros/