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terça-feira, 6 de junho de 2017

IPv6 - SOC faz alerta: não seja deixado para trás pela implantação do IPv6



As redes empresariais estão atrasadas na adoção do novo protocolo, diz estudo da Internet Society
Autor da Foto
A implantação do IPv6 está aumentando em todo o mundo, com mais de 9 milhões de nomes de domínio e 23% de todas as redes, afirma a edição 2017 do relatório sobre o "Estado de Implementação do Ipv6" da Internet Society. Mas, curiosamente, a maior resistência à mudança está no setor empresarial. Mesmo considerando que a Internet das Coisas será uma área de adoção maciça do novo protocolo.
Segundo o estudo, um grande freio na implantação do IPv6 - ou qualquer coisa nova, para esse assunto - é a base instalada.
"Os CIOs estiveram executando o IPv4 por 20, 30 anos,e eles têm algo que funciona. Sua inclinação tende a ser dizer, se continua funcionando bem, por que mexer nisso?" comenta Fred Baker, consultor da Internet Society e autor do relatório.
O maior desafio na implantação do IPv6 é a percepção comum de que o IPv6 não oferece nenhum benefício adicional ao IPv4.
Na verdade, a maioria das empresas desconhece as vantagens que o IPv6 aporta para as corporações, especialmente em relação ao desempenho da rede. O Facebook descobriu que o IPv6 é, em média, 15 por cento mais rápido do que IPv4 em redes móveis dos EUA, e de acordo com o Centro de Informações de Rede da Ásia-Pacífico (APNIC), o IPv6 parece ter um desempenho melhor que o IPv4 em muitas aplicação Internet.
Isso tende a ficar mais evidente à medida que a implantação do IPv6 aumenta. O ponto de inflexão no qual o tráfego IPv4 será tunelado no IPv6 está se aproximando. Passado esse ponto, a vantagem de desempenho do IPv6 em relação ao IPv4 só tenderá aumentar.
IPv6
Entre os motivos para a implantação do IPv6, dois chamam atenção: nas palavras de T-Mobile,  é possível "poupar dinheiro e tornar a rede simples". Isso exige uma disposição da empresa para pensar mais adiante do que no próximo trimestre e investir no curto prazo para reduzir os custos operacionais e de capital a longo prazo.
Existem problemas práticos, mas eles são gerenciáveis. Por exemplo, a interação com vários firewalls pode ser um problema quando o design do firewall exige roteamento simétrico. A resolução disso depende, em grande parte, do planejamento de endereços. As partes de uma empresa que usam um determinado  firewall precisam ter endereços no intervalo que o firewall anuncia externamente no roteamento, para atrair o tráfego de retorno.
Também existem desafios contínuos com reputação de e-mail e IPv6. Mas a a migração vale o tempo investido na resolução deles, diz o relatório.
AdoçãoEmbora seja praticamente invisível para destinatários finais, o novo protocolo já faz as redes dos provedores de serviço rodarem melhor e pode acelerar suas conexões. Todos os novos smartphones já são capazes de ler IPv6, bem como alguns gateways de banda larga.
O Google, o LinkedIn , o Akamai , o Netflix e o Facebook  estão ativamente implantando o IPv6 em suas redes e conectando-se aos usuários do IPv6. Um ponto interessante é que informam que a entrega de seus serviços usando o IPv6 parece melhorar a experiência do usuário em termos de tempos de download.
Em 37 países, o IPv6 é usado para mais de 5% do tráfego na internet, de acordo com o Google, que baseia sua estimativa no tráfego atingindo seus equilibradores de carga.
GoogleIPv6
A APNIC e a Akamai também relatam números semelhantes de países que acessam seus serviços usando IPv6.
O roteamento IPv6 é suportado em todos os principais protocolos hoje, incluindo BGP ,OSPFv3 , IS-IS e EIGRP da Cisco .
E a Apple agora exige que todas as aplicações submetidas à App Store ofereçam suporte à rede IPv6 .
Recomedação
Ok, a implantação do IPv6 não é um processo trivial. "A primeira coisa que as empresas têm a fazer é pensar sobre o hardware, o software, e quais aplicativos eles têm, e se são compatíveis com o IPv6?", diz Baker.  A substituição de algumas dessas peças pode vir a ser uma questão orçamentária difícil de resolver, no curto prazo. Mas é preciso mantê-la no radar.
A partir deste inventário, compre apenas equipamentos de TI (computadores, telefones voIP, celulares, tablets, impressoras, roteadores, etc) com suporte a IPv6. O mesmo vale para compra ou desenvolvimento de softwares e para serviços (como o de conexão à Internet, ou de VPNs entre seus escritórios).
Os dispositivos de rede mais antigos são os que provavelmente precisarão ser substituídos primeiro. É provável que já estejam causando dores de cabeça aos gerentes de rede, não relacionadas ao IPv6.  Isso pode ser suficiente para empurrar a empresa para uma migração.
Optando por comprar ou contratar tudo com IPv6, você garante que seu parque tecnológico estará completamente apto a trabalhar com o novo protocolo em poucos anos.
A implantação do IPv6 não precisa ser feita de uma só vez. O mais urgente é habilitá-lo nos serviços de sua empresa expostos na Internet. Por exemplo, no seu servidor web. Outros serviços, como email, ftp, ou DNS podem também se enquadrar nessa categoria. Ou seja, se preocupe primeiro com serviços acessados por seus clientes e parceiros externos. Estabeleça um cronograma para implantar IPv6 com urgência em seu site web e nesses outros serviços, para evitar problemas de conectividade.
A rede corporativa em si, seus desktops, impressoras, servidores de arquivos, ERP, CRM, etc, podem continuar usando IPv4 pelo tempo que for necessário, sem muitos problemas. Mas haverá um tempo que tanta coisa usará IPv6, que o que ainda depender do IPv4 começará a atrapalhar... Estabeleça um cronograma para implantar IPv6 paulatinamente no restante da sua rede corporativa, gastando o mínimo possível.
A parte mais difícil de qualquer jornada é, proverbialmente, o primeiro passo, e não tomar esse passo apenas atrasa a dor e os custos envolvidos.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Artigo - DWDM

DWDM


Com a rápida ocupação das redes ópticas existentes, a solução DWDM está conquistando espaço no mercado. O motivo é a possibilidade de multiplicar por até 200 vezes a capacidade de transmissão de cada par de fibra mantendo a infraestrutura instalada. O investimento deve chegar cada vez mais perto do usuário final e não ficar somente nos backbones de agregação.



Edição: RTI Abril 2017 - Ano XVIII - No 203


Plataforma LightPad compacto de 4U, da Padtec: modelo
Com o crescimento da demanda por maiores capacidades de tráfego, as empresas estão buscando formas de otimizar suas redes ópticas. Uma solução que começa a ganhar espaço cada vez maior é a DWDM - multiplexação por divisão densa de comprimentos de onda, do inglês Dense Wavelength Division Multiplexing, tecnologia que permite a transmissão de vários feixes de luz em comprimentos de onda diferentes sobre uma mesma fibra.
Embora a tecnologia já exista desde os anos 1990, agora ela começa a se popularizar. A necessidade de ampliação da capacidade das redes existentes, somada à expansão das redes FTTH – Fiber to the Home dos provedores de Internet, criou um cenário propício para o mercado DWDM.
“A evolução da eletrônica salvou a exaustão da fibra”, resume Manuel Andrade, CEO da Padtec, empresa totalmente nacional especializada em comunicações ópticas, com sede e fábrica em Campinas, SP. Além das grandes operadoras, os provedores de Internet e de serviços over-the- top (OTTs), os centros estaduais de processamento de dados e as concessionárias de energia elétrica com redes OPGW também contribuíram para o aumento da demanda. “Até 2014, esse grupo de empresas estava em quarto lugar na nossa ghtPadquarto lugar na nossa compacto lista de clientes. Em 2016, passou para o primeiro lugar”, diz o executivo. Atualmente, cerca de 70 clientes ativos fazem parte desse grupo, que respondeu por 50% do faturamento de R$ 334 milhões da Padtec em 2016. O volume de vendas foi 10% maior do que o de 2015. Apesar do ano difícil para a economia brasileira, a empresa teve um resultado positivo, saiu do endividamento e fechou com lucro líquido de R$ 3 milhões.
As perspectivas para o futuro são ainda melhores. “Cerca de 90% do que está no campo pode transmitir mais do que sua capacidade atual”, diz. Com o rápido aumento do consumo de banda larga, da ordem de 10% a 12% ao ano, segundo a Akamai, a única alternativa rápida e viável será a fibra óptica e sua repotenciação. “Já existem clientes finais, como empresas e bancos, que pedem 10 Gbit/s para suas operadoras”, diz.
O DWDM também pode trazer benefícios econômicos para os provedores que compram capacidade de backbone e ficam na dependência técnica e financeira do fornecedor a cada aumento de capacidade. Uma opção bem mais econômica, segundo o CEO da Padtec, é alugar uma fibra apagada e o próprio provedor iluminá-la com o sistema DWDM, que permitirá o uso de sua capacidade ao máximo sem aumentos incrementais de custo ao longo do tempo. “Um dia ele para de pagar o produto, tem a posse do equipamento e pode continuar crescendo sem depender do provedor de link”, diz.
A plataforma LightPad da Padtec é disponível em três tamanhos: 14U, 4U e 2U. A capacidade pode ser expandida sem interrupção de tráfego, para até 200 canais de 10, 40 e 100 Gbit/s, agregando até 20 Tbit/s em um único par de fibra. Os modelos mais compactos foram desenvolvidos exatamente para atender ao mercado de provedores e operações menores, para uso em nós de média capacidade. Ocupam pouco espaço e consomem menos energia.
É o caso da Acessoline, de Santa Catarina, que adquiriu a nova geração de produtos compactos de 4U da Padtec. O fornecimento inclui transponders e amplificadores ópticos, que vão iluminar uma nova rota de 210 quilômetros, com terminações na capital Florianópolis e nos municípios de Tubarão e Criciúma.
Plataforma DWDM da Furukawa: até 40 canais de 10 Gbit/s
“Os usuários finais buscam uma experiência única de alta conectividade nos serviços de telecomunicações. Para nós, provedores de serviços, isso se reflete na necessidade de encontrar no mercado soluções que permitam o uso mais efetivo das redes de transporte e atendam à atual necessidade de melhor aproveitar os espaços nas estações de telecom”, afirma Gilmar Balbinot, diretor de operações da Acessoline Telecom.
Um outro cliente é a Vogel Telecom, que está aumentando a taxa de transmissão de sua infraestrutura óptica com a instalação de equipamentos DWDM compactos em Minas Gerais. No total, são 560 quilômetros de redes ópticas, com terminações na capital Belo Horizonte e em municípios como Sete Lagoas, Curvelo, Bocaiúva e Montes Claros. A provedora, que opera uma extensa rede com mais de 20 mil quilômetros de fibras ópticas em 13 estados e no Distrito Federal, está investindo em ampliações de redes ópticas no Brasil – como essa que interliga Belo Horizonte e Montes Claros, com o objetivo de expandir o backbone óptico de alta velocidade. Em 2016, a Vogel assumiu as operações da Telbrax, de Minas Gerais. Além disso, o objetivo é construir mais de 3 mil quilômetros de redes ópticas no Brasil em 2017.
A Padtec prevê cerca de 45 dias a seis meses para implantar um sistema DWDM. O braço de serviços da empresa, hoje com mais de 40 pontos de presença no Brasil, atua na implantação, operação e manutenção de sistemas e no gerenciamento de redes. Segundo o CEO, sistemas de transmissão óptica exigem alta tecnologia e poucas empresas no mundo, cerca de 10, fornecem soluções DWDM completas. “Os produtos são carrier class”, diz. Apesar da complexidade, a Padtec faz tudo localmente, do desenvolvimento à fabricação e suporte. “Temos PPB – Processo Produtivo Básico para 100% do produto e trabalhamos com linha de crédito Finame/BNDES”, diz. Com 15 anos de existência, a Padtec tem como acionistas o CPqD, a Ideiasnet e a BNDESpar.

Solução compacta

Princípio de funcionanento de sistemas DWDM
A Furukawa também desenvolve e produz uma linha de produtos DWDM no Brasil. A tecnologia foi desenvolvida pelo Grupo AsGA, com quem a Furukawa fez um acordo no final de 2015 para aquisição das tecnologias e do portfólio de produtos e soluções de acesso óptico, elétrico e wireless para redes de telecomunicações. Com o acordo, a companhia agregou uma linha completa de equipamentos PON, DWDM, modems ópticos, rádios digitais e sistemas de gerência.
Fabricados na planta industrial de Santa Rita do Sapucaí, MG, os sistemas DWDM da Furukawa são capazes de transportar até 40 canais de 10 Gbit/s na banda C (~1530 a 1565 nm) (400 Gbit/s de capacidade máxima total). Além disso, a Furukawa possui uma linha compacta de 6U com até 10 canais de 10 Gbit/s (até 100 Gbit/s) para atender provedores de Internet e empresas. “As soluções são escaláveis e competitivas”, diz Abel Gripp, gerente de desenvolvimento de produtos da Furukawa. A solução pode ser adquirida pelo cartão BNDES e, em breve, via linha de crédito Finame.
“Atualmente já é comprovado e definitivamente utilizado o sistema WDM para o backbone das redes de telecomunicações. A Furukawa mostra que é possível utilizar esta tecnologia com soluções compactas e otimizadas para atender a demandas de agregação óptica para o acesso”, diz Gripp.
Os produtos que fazem parte da plataforma são desenvolvidos e fabricados pela Furukawa, como os amplificadores ópticos, usados em redes de maior distância ou com maiores atenuações; os transponders para a conversão do sinal óptico em sinais do grid WDM, em até 10 Gbit/s; os equipamentos para multiplexação, demultiplexação e add and drop dos sinais ópticos WDM; os transponders que fazem a conversão de um sinal óptico em sinais do grid WDM, em 10 Gbit/s; e os compensadores de dispersão para aplicações em redes CWDM e DWDM.
A Furukawa oferece o suporte fim a fim ao cliente, do projeto pré-compra à instalação e manutenção do sistema. “A tecnologia demanda grande conhecimento técnico para os projetos”, diz Gripp. Segundo ele, as grandes operadoras já conhecem e utilizam o produto, mas agora os provedores de Internet estão buscando informações, pois começam a ultrapassar a barreira dos 10 Gbit/s por link.
Uma prova da crescente demanda por sistemas DWDM está na Digitel, empresa da região metropolitana de Porto Alegre, RS, que desenvolve e produz uma ampla linha de produtos para comunicação de dados, voz e imagem, como rádios digitais, modems PDH e sistemas DWDM. Fundada em 1978, a empresa lançou em 2010 a linha Prisma, uma plataforma DWDM com arquitetura modular, com crescente participação no faturamento da companhia. Entre os principais clientes estão os provedores regionais e SCMs. “Possuímos atualmente fornecimento nos maiores provedores regionais do Brasil e em algumas operadoras de grande porte”, diz Luís Carlos Flores, gerente de produto da Digitel.
O sistema é compacto, gerenciável e de simples instalação. A linha conta com módulos transponders de 10G e dual 20G, Muxponders, Mux/Demux de 8 a 40 canais (DWDM), amplificadores EDFA, Raman, filtros OADM, módulos de proteção óptica, módulo de supervisão e gerência. Os equipamentos contam com fonte de alimentação redundante e todos os módulos operam hot-swap, garantindo assim maior confiabilidade, possui capacidade de transporte de 360G em apenas 8RU ou 140G em 2RU. Totalmente nacional, a linha pode ser adquirida por cartão Finame e BNDES.
Prisma N818, da Digitel: até 360 Gbit/s em apenas 8U
Além dos fabricantes de sistemas DWDM, o país conta com fornecedores de componentes ópticos passivos, como é o caso da Senko Advanced Components, empresa de origem japonesa com filial no Rio de Janeiro. A Senko oferece uma ampla gama de produtos para DWDM, incluindo acopladores distribuidores por fusão, filtros WDM e grades de frequência multicanal. A empresa conta com portfólio de mais de 1000 produtos de fibra óptica e faz parte da divisão de fibra óptica do Grupo Senko. “Fornecemos tanto para os fabricantes de sistemas como para operadoras e provedores”, diz Ramon Bayon, gerente regional para América do Sul da Senko.
Segundo ele, os engenheiros da empresa podem ainda oferecer apoio direto aos clientes, como em projetos específicos associados a operadores e provedores com FTTH. Entre seus produtos estão os módulos de 100 e 200 G de 4 e 8 canais com operação em ampla faixa de frequências, baixa perda de inserção, alto isolamento de canal e estabilidade ambiental.

Principais produtos de sistemas DWDM

  • Transponders: São os produtos responsáveis em “criar um canal de dados” de luz. Normalmente, são os produtos com a maior tecnologia do sistema e os mais caros.
  • Amplificadores ópticos: São responsáveis em “aumentar” a quantidade de luz em cada canal. São fabricados vários tipos de amplificadores, para serem utilizados em pontos diferentes de um sistema DWDM: na transmissão (booster), no meio do sistema (linha) e na recepção do sistema (pré-amplificador EDFA ou de Raman).
  • Mux e Demux: São os multiplexadores e demultiplexadores ópticos. Responsáveis por juntar todos os canais de luz (Mux) e separá-los (Demux). São vendidos sempre aos pares.
  • Chave óptica: Criada inicialmente para realizar a proteção de cabos de fibras ópticas (rede externa da rua) de um sistema DWDM. Também pode ser utilizada para realizar a proteção de transponders.
  • OADM – Optical Add and Drop Multiplexer: São os multiplexadores e demultiplexadores ópticos de baixa capacidade de canais de luz e são fabricados para serem instalados em cidades pequenas de um sistema DWDM.

Artigo - Será que vale a pena montar uma rede interna toda em Fibra Otica?

Mitos e verdades sobre a fibra óptica


A quantidade de acessos à Internet via rede de fibra óptica cresce em média 70% ao ano, segundo a Anatel. Só nos provedores de Internet (ISPs), o uso da tecnologia deve representar 35% dos acessos até 2020. O artigo apresenta as vantagens em usar redes de fibra óptica, como a facilidade em trabalhar com a tecnologia, o baixo custo da aquisição da matéria-prima e a facilidade da manutenção.



Edição: RTI Abril 2017 - Ano XVII - No 203
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Uma das dúvidas na hora de migrar de tecnologia e implementar as redes de fibra óptica é a possível dificuldade para fazer tudo acontecer: planejamento, compra de matérias-primas e treinamento de colaboradores. A lista parece exaustiva. Mas a realidade é que o processo de implantação da fibra óptica é bem mais simples do que se imagina, como veremos a seguir.

Infraestruturasimples mais

A infraestrutura é bem mais simples que as demais tecnologias, com menos cabos e racks. Quando comparadas com as redes de cabeamento metálico, por exemplo, são mais ágeis e com menos elementos. Essa facilidade torna o gerenciamento e a manutenção mais eficazes, mesmo com recursos bastante avançados.
Desmitificando: o meio de conexão entre o concentrador e o cliente final é realizado por meio de divisores ponto-multiponto. Isso significa que a quantidade de portas de conexão no concentrador é inferior à utilizada na topologia ponto a ponto, comum em switches de cabeamento estruturado. Ao utilizarmos esse modelo em ambientes internos, temos uma redução de 50% no espaço ocupado em dutos, facilitando a passagem dos cabos ou implantação em edifícios que já possuem estrutura.

Fácil integração

Fig.1 – Comparação de redução de custos
A rede de fibra óptica oferece fácil integração entre vários sistemas e serviços. Isso acontece devido à alta capacidade e confiabilidade da tecnologia em transmitir, por meio de um único cabo, serviços como telefonia, interfonia, dados, CFTV, entre outros. O responsável por esse feito é o equipamento concentrador, que gerencia e disponibiliza o sinal para cada um dos clientes conectados.
Desmitificando: o meio óptico possui capacidade de transmissão 10 vezes superior em relação ao cabeamento metálico. Por não se tratar de transmissão elétrica, a fibra Fig.óptica não é sensível à interferência eletromagnética, o que garante uma maior confiabilidade em seu meio de transmissão.

Por que não é caro trabalhar com fibra óptica?

Uma rede de Internet preparada para o futuro pede uma estrutura completa e eficiente. Hoje a tecnologia que atende a esses requisitos é a fibra óptica. No entanto, quando pensamos em alta tecnologia, é comum relacioná-la a algo complexo, difícil de ser implementada e com alto valor agregado. Abaixo são apresentadas algumas características da fibra óptica que derrubam esses mitos.

Menor custo da matéria-prima

O custo do cabo óptico já deixou de ser um empecilho na implantação de redes ópticas. À medida que a rede de fibra óptica se expandiu no Brasil, a demanda de produção aumentou e, com isso, o preço reduziu consideravelmente. Essa nova dinâmica fez com que seus principais concorrentes (coaxial e UTP) perdessem força no mercado. Além disso, o cabo óptico conta com maior vida útil e oferece mais qualidade na entrega do serviço, o que torna o custo mais competitivo.

Custo de material mais acessível

Ao montar uma rede cabeada, é possível optar entre dois modelos: cabo metálico (UTP) ou cabo óptico. Dependendo do cenário onde a rede será implantada, os dois modelos atenderão a necessidade. No entanto, o diferencial é ficar atento ao custo do material. Ao optar por cabos metálicos (UTP), o gasto fica em torno de 52% a mais do que com o cabo óptico. Uma boa prática é colocar na ponta do lápis todo o investimento nos dois projetos. Se num primeiro momento a rede com cabo UTP parece ser mais em conta, será que não é melhor investir em uma matéria-prima com maior vida útil e de fácil manutenção?

Redução no consumo de energia

Uma das características que tornam a implantação de uma rede óptica mais vantajosa economicamente é a redução no consumo de energia. Isso acontece porque em uma rede de fibra óptica os únicos equipamentos que precisam de alimentação são o concentrador e os modems dos clientes. Justamente por contar com poucos equipamentos na transmissão dos serviços de telefonia e Internet, há menos dissipação de energia. Assim, a sensação de calor no ambiente reduz e, consequentemente, a necessidade de sistemas de climatização potentes também. Todas essas vantagens diminuem o consumo de energia elétrica.

Manutenção reduzida

Fig. 2 – Comparação com cabo UTP x rede com cabo óptico para 128 usuários
A durabilidade de um cabo óptico é cinco vezes maior que a de um cabo metálico. Por isso, após a implantação da rede a sua manutenção é muito baixa. Além de se tratar de uma tecnologia com qualidade de ativos e passivos superior, os únicos equipamentos que necessitam de alimentação estão alocados no provedor e no cliente. Os concentradores (OLTs – Optical Line Terminals) normalmente são instalados com energia controlada e estão protegidos contra surtos de tensão. Portanto, tendem a não apresentar travamentos.
Desmitificando: a estrutura da rede óptica (e grande parte de ativos e passivos) pode ser utilizada no mercado de telecomunicações por vários anos. Isso porque equipamentos para transmissão óptica tendem a ser mais robustos, duráveis e resistentes em relação a equipamentos para transmissão elétrica. Algumas tendências são implementadas para garantir maior qualidade na oferta do serviço para o cliente final. No entanto, elas acontecem apenas no concentrador e nos modems. concentrador e nos modems. Dessa forma, a entrega é feita com eficácia e sem agregar grandes investimentos ao projeto.
No momento da compra dos equipamentos, é importante se informar se os produtos escolhidos suportam os avanços da tecnologia. Futuramente, esta decisão fará com que o provedor economize em uma expansão ou melhoria na qualidade dos serviços.

Investimento protegido

A fibra óptica apresenta flexibilidade e escalabilidade para a implantação de mais serviços e bandas. Assim, se o projeto de um cliente necessitar de mais velocidade na conexão, não é preciso mudar a estrutura da rede.

Redução de despesas

De uma forma mais abrangente, a solução reduz despesas Capex e Opex. O Capex são despesas de capital, como o montante de investimentos realizados em equipamentos e instalações, de forma a manter a produção de um produto ou serviço ou manter um negócio em funcionamento. Já o Opex são os custos de operação, como o valor gasto com a manutenção de equipamentos e outros dispêndios operacionais, necessários à manutenção de um negócio. As figuras 1 e 2 apresentam as reduções de custo com fibra.
Selecionamos a seguir alguns fatores para comprovar por que investir em fibra óptica.

Segurança

  • Isolamento elétrico: quando um cabo de fibra óptica se rompe, não há riscos de curto-circuito, faíscas ou outras condições que poderiam levar a acidentes ou incêndios.
  • Imunidade eletromagnética: com a fibra óptica, existe a possibilidade de trabalhar em dutos elétricos sem sofrer interferências.
  • Proteção de dados: as tentativas de captação de dados do interior da fibra são facilmente detectáveis, pois esse processo exige o desvio de uma grande quantidade da luz criada em seu interior.
  • Garantia da entrega: os serviços são oferecidos com latência mínima na rede.

Maior alcance

Se comparada a uma rede de cabeamento metálico, a fibra óptica suporta distâncias muito maiores. Enquanto uma rede metálica não ultrapassa 100 metros por ponto de acesso, uma rede de fibra tem um alcance da ordem de quilômetros. Quando a topologia ponto-multiponto é utilizada, a abrangência é de 20 km; já a ponto a ponto pode chegar a 100 km.

Menos desperdício

A fibra óptica apresenta taxas muito baixas na perda de dados, graças à baixa atenuação do material de seus cabos. Essa característica permite levar o serviço por distâncias muito maiores a preços bem mais baixos.
Desmitificando: quando comparamos os materiais elétricos (cabos UTP, por exemplo) e ópticos (fibra), o grande diferencial entre eles é a atenuação gerada pelo material. Essa característica garante a não degradação e perda do sinal.
No caso do meio elétrico, é verificada uma atenuação de 160 dB/km, quando trabalhado com frequência de 125 MHz (utilizada no Cat. 5e). Já ao utilizar fibra óptica, a atenuação a cada quilômetro é de no máximo 0,03 dB. Ao comparar os índices de atenuação de cada um deles, percebemos que, trabalhando com a fibra óptica o índice é menor. Logo, a perda de sinal diminui e a qualidade de entrega de dados é muito melhor.

Conclusão

A rede de fibra óptica cresce a uma taxa média de 70% ao ano. As razões incluem a infraestrutura mais simples e fácil integração que eliminam o excesso de cabos e facilitam a identificação de problema na rede. Além disso, quebramos o mito de que se trata de uma tecnologia cara. Ao contrário, o número de acessos via fibra óptica tornou o mercado mais competitivo e reduziu o custo da matéria-prima. Sem contar a fácil manutenção, escalabilidade e redução na conta de energia elétrica. Além de garantir uma entrega de qualidade e baixo custo na implantação do serviço, a rede de fibra óptica ainda contribui para a preservação do meio ambiente.