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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Segurança - Descuido pode ter causado hack e roubo de ciberarmas da NSA, diz Snowden


PC World / EUA
17 de agosto de 2016 - 15h24
Grupo anônimo Shadow Brokers publicou na Internet amostras de arquivos e possíveis ferramentas de hack do governo dos EUA.
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Nem mesmo a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) está imune a descuidos, segundo o ex-funcionário do órgão, Edward Snowden, conhecido mundialmente por revelar o esquema da espionagem do governo americano. Os operadores da agência podem ficar preguiçosos, e às vezes deixam para trás arquivos dentro dos servidores que eles mesmos hackearam.
Isso poderia explicar como um grupo hacker anônimo chamado Shadow Brokers conseguiu obter ferramentas de hackeamento que podem pertencer à NSA. Os arquivos estão à venda para quem pagar mais, e supostamente incluem ciberarmas que concorreriam com o worm computacional Stuxnet.
Nesta semana, Snowden afirmou, por meio da sua conta no Twitter, que não é “inédito” ciberespiões tentarem hackear os servidores de encenação de malware da agência.
A própria NSA costuma hackear servidores usados por grupos opositores, segundo Snowden. É assim que a agência consegue roubar ferramentas de invasão, e consegue passar sem ser detectada nesses servidores por anos, aponta o ex-funcionário da NSA.
Mas a NSA “não é feita de mágica”, destaca Snowden. “Nossos rivais fazem o mesmo conosco - e às vezes eles são bem-sucedidos.” Os operadores da NSA recebem ordem para nunca deixar para trás nenhuma ferramenta de hackeamento que tenham usado nos servidores, “mas as pessoas ficam preguiçosas”, afirma.
Ainda não está claro se as ferramentas realmente pertencem à NSA. Os hackers anônimos que as obtiveram afirmam que as roubaram do Equation Group, uma equipe de ciberespionagem de alto nível que pode estar ligada à NSA - e também ter ajudado a criar a Stuxnet.
Os hackers publicaram amostras de arquivos na web, e esses arquivos trazem inúmeros exploits, implantes e ferramentas para produtos de firewall e roteadores da Cisco, Juniper Networks, Fortinet e da chinesa Topsec, segundo pesquisadores de segurança.

Linux - É hora de dizer adeus ao Linux 4.6


PC World / EUA
17 de agosto de 2016 - 17h26
É preciso atualizar para o Linux 4.6.7 ou aproveitar o alerta e fazer a mudança para o mais novo Linux 4.7.1.
Autor da Foto
Se você estiver usando uma versão do Linux baseada na série 4.6 do kernel a mantenedora principal do software tem uma mensagem para você: é hora de fazer um upgrade.
Em um post nesta terça-feira, 16/08, Greg Kroah-Hartman anunciou a chegada do Linux 4.6.7 e deixou claro que será o último da série 4.6 do kernel. A versão 4.7.1 também fez sua estreia nesta semana, e é aí que está o futuro, afirmou Hartman.
“Esse é o ÚLTIMO kernel 4.6 a ser lançado”, escreveu no lançamento do 4.6.7. “Por favor, atualizem para o 4.7.1 agora, vocês foram avisados.”
O update de manutenção do kernel 4.6.7 inclui 63 alterações de arquivos, com 618 inserções e 271 anulações, juntamente com correções para hardware e sistemas de arquivos e uma variedade de drivers atualizados. Para garantir que os seus sistemas baseados em Linux continuem rodando suavemente, as empresas devem pelo menos implementar esse update, destaca o analista da Pund-IT, Charles King.
Mas tão importante quanto fazer isso é começar a planejar a mudança ou fazer a alteração para o novo kernel 4.7.1.

Joule - Intel apresenta a Joule, mais nova rival do Raspberry Pi 3


PC World / EUA
17 de agosto de 2016 - 13h00
No entanto, nova placa de desenvolvimento da Intel custa bem mais do que concorrente, podendo ter preços na casa de US$369.
Autor da Foto
A Intel apresentou nesta semana um novo rival para o Raspberry Pi 3 com a sua nova placa de desenvolvimento Joule, que traz placa gráfica superior e conectividade wireless.
A fabricante encheu a placa com tecnologias encontradas em PCs comuns, incluindo um processador quad-core Atom de 64-bit, placa gráfica 4K,  conectividade 802.11ac e memória DDR4.
No entanto, a Joule não concorre com o Raspberry Pi quando o assunto é preço. Isso porque a Raspberry Pi tem preços a partir de 35 dólares, enquanto que o modelo mais completo da Joule está sendo vendido por 370 dólares no Intel Developer Forum, nos EUA.
A Joule fornecerá um grande poder computacional para robôs, drones, aparelhos inteligentes e wearables. Assim como a Raspberry Pi, a Joule possui suporte para diferentes versões do Linux e também para o Windows 10 IoT Core.
Além disso, a nova placa possui suporte para a câmera 3D RealSense, da Intel, que está sendo usada em drones e robôs, assim como em headsets de realidade virtual e aumentada. A câmera consegue reconhecer gestos, rastrear objetos, medir distâncias, e caso seja programada corretamente, reconhecer emoções humanas. A câmera ajuda drones e robôs a evitarem colisões.
Deixando o preço de lado (dentro do possível, é claro), o desafio da Intel é fazer os desenvolvedores aceitarem a placa. As tentativas anteriores da empresa na área não foram amplamente aceitas. Por outro lado, a Raspberry Pi já vendeu milhões de unidades e possui um ecossistema de desenvolvimento de software em alta em torno dela.