quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tecnologia da IBM combina luz e elétrons para turbinar supercomputador


(http://idgnow.uol.com.br/mercado/2010/11/02/tecnologia-da-ibm-combina-luz-e-eletrons-para-turbinar-supercomputador)
Por IDG News Service/New York
Publicada em 02 de dezembro de 2010 às 08h35
Integração da fotônica ao silício poderá ser a base dos sistemas de milhões de trilhões de cálculos por segundo prometidos para 2020.
Pesquisadores da IBM fizeram uma descoberta inovadora ao usar pulsos de luz para acelerar a transferência de dados entre chips - uma técnica que pode aumentar mais de mil vezes o desempenho dos supercomputadores, afirma a empresa.
A nova tecnologia, chamada de Nanofotônica Integrada ao Silício CMOS, combina módulos ópticos e elétricos em uma única pastilha de silício. Isso permite que os sinais elétricos criados em nível de transistor sejam convertidos em pulsos de luz, o que permite que os chips se comuniquem a velocidades maiores, explicou o cientista pesquisador de fotônica em silício da IBM, Will Green.
A tecnologia poderá levar a avanços maciços no poder dos supercomputadores, de acordo com a IBM. Os mais rápidos supercomputadores da atualidade chegam a cerca de 2 petaflops, ou 2 mil trilhões de cálculos por segundo.
A tecnologia fotônica poderia elevar essa marca à casa do milhão de trilhão de cálculos por segundo, ou um exaflop. Com isso, a IBM poderia cumprir seu objetivo de construir um computador em escala exa em 2020, disse Green.
“Em um sistema de escala exa, as interconexões precisam ser capazes de entregar dados pela rede ao ritmo de exabytes por segundo”, explicou Green. “Este é um marco importante para projetistas de sistemas que buscam construir sistemas desse tipo dentro de dez anos.”
Comunicação simultânea
Múltiplos módulos fotônicos poderão ser integrados em um único substrato ou numa placa-mãe, detalhou Green. Os supercomputadores mais recentes já usam tecnologia óptica para comunicação entre chips, mas geralmente em nível de rack e na maior parte das vezes utilizando um único comprimento de onda. O avanço obtido pela IBM permitirá a comunicação óptica simultânea em diferentes comprimentos de onda, acrescentou.
A tecnologia pode ser produzida em uma linha de produção de chips padrão e não requer ferramentas especiais, o que a torna vantajosa em termos de custo, de acordo com a IBM. A demonstração realizada pela empresa foi baseada em um nó de fabricação CMOS de 130 nanômetros, mas a IBM tem como meta a integração em “processos CMOS profundamente miniaturizados, de menos de 100 nanômetros’, disse Green.
A tecnologia visa substituir as trilhas de cobre popularmente utilizadas hoje para transferência de dados entre chips. Soluções ópticas podem ser mais rápidas para distâncias que variam de centímetros a algumas milhas, e consome menos energia.
A IBM espera um dia usar a tecnologia óptica para comunicações entre transistores dentro dos chips. “Há planos para o nível do chip, mas não é o que estamos demonstrando hoje”, explicou Green.
A Intel também pesquisa a tecnologia nanofotônica em silício, mas ainda não demonstrou a integração entre fotônica e eletrônica, de acordo com Green.
O anúncio de nanofotônica da IBM é resultado de uma década de trabalho nessa área em vários de seus laboratórios ao redor do mundo. Além da computação de alto desempenho, a empresa imagina que a tecnologia possa ser usada em outras áreas, como a de redes.
“A beleza da coisa é que nós temos uma plataforma que pode ser aplicada em muitos e diferentes lugares ao mesmo tempo”, concluiu Green.

(Agam Shah)
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