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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Segurança - SSL falsa sensação de segurança

Malware aumenta no tráfego criptografado
Risk Report
A Blue Coat alerta para o aumento significativo de malware no tráfego SSL (Secure Sockets Layer). O Blue Coat Labs identificou que, nos últimos três meses de 2015, surgiram 29.000 novos tipos de ataques que utilizavam o tráfego criptografado para entrar nos sistemas das empresas. Entre janeiro de 2014 e setembro de 2015, apenas 500 diferentes tipos de malware utilizaram o SSL. Entre as famílias de malware usando o SSL estão o ShyLock, Zeus, Dridex e Upatre. “Isso mostra que mais e mais cibercriminosos estão explorando o SSL para atingir seus objetivos; a visibilidade sobre o tráfego criptografado é, portanto, algo essencial para a segurança das empresas”, diz Marcos Oliveira, country manager da Blue Coat Brasil.

O uso do tráfego SSL (Secure Sockets Layer) e seu sucessor TLS (Transport Layer Security) para criptografia está crescendo 20% ao ano nas empresas, segundo estimativas do Gartner. O que era visto como uma proteção tornou-se uma tecnologia que facilita a entrada de malware nos ambientes corporativos. Pesquisadores da Blue Coat ressaltam que as soluções de segurança utilizadas atualmente pelas empresas têm limitado a visibilidade ou o controle do tráfego SSL. É o que revelam as pesquisas realizadas pelos experts da Blue Coat: 73% das empresas não inspecionam seu tráfego encriptado.

A maioria dos dispositivos de segurança de rede é incapaz de inspecionar o tráfego SSL, a menos que esse tráfego seja previamente descriptografado. Sem isso, o malware pode facilmente obter acesso à rede e causar grandes danos.

“CSOs e CIOs conscientes desta vulnerabilidade têm buscado soluções que trazem visibilidade para o tráfego criptografado, o que permite que se possa inspecionar o ambiente SSL”, destaca Oliveira. O outro lado deste quadro mostra gestores que, por saberem que o tráfego de suas corporações é SSL ou TSL, sentem-se seguros. Segundo o relatório 2016 da CyberEdge sobre defesas contra ameaças avançadas, 85% dos profissionais de segurança da informação acreditam que já realizaram todas as ações possíveis para manter seu ambiente protegido de ataques – isso inclui, é claro, a adesão ao tráfego criptografado SSL. “Trata-se de uma falsa sensação de segurança, já que os hackers sabem usar o SSL para seus próprios fins”. O resultado desta falta de visão é que uma grande porcentagem das ameaças persistentes avançadas (APT) que utilizam SSL continuam não sendo detectadas.

Segundo Oliveira, somente a adoção de uma estratégia holística de administração de tráfego criptografado pode reduzir esses novos riscos. “As soluções de ETM (Encrypted Traffic Management) incluem dispositivos que dão visibilidade ao SSL”. Esse tipo de tecnologia monitora o tráfego criptografado a partir da checagem de pontos críticos do ambiente. “Vale ressaltar que, nas melhores soluções de ETM, a defesa contra ameaças avançadas obedece às exigências de privacidade e conformidade da empresa”, complementa o executivo.



fonte: http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=22740&sid=41 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Bancos superam fase bitcoin e focam em blockchain



Reuters
Conforme o debate percorre a Internet nesta semana sobre se o misterioso criador da moeda digital bitcoin foi finalmente identificado, executivos em uma grande conferência em Nova York tinham uma mensagem simples: não estamos mais focados nisso.

Isso porque a bitcoin está sendo largamente suplantada pela própria tecnologia sobre a qual foi criada, a blockchain, como o principal foco de investidores, companhias de tecnologia e instituições financeiras.

"Se há 100 por cento de oportunidade na blockchain, a bitcoin representa apenas 1 por cento disso", disse Jerry Cuomo, vice-presidente para tecnologias blockchain na IBM. "Então há toda uma fatia de 99 por cento que tem amplas aplicações em uma série de indústrias."

Ao longo do ano passado, várias companhias de Wall Street, lideradas pelo Goldman Sachs, declararam comprometimento com a blockchain, como uma tecnologia potencialmente revolucionária para acompanhamento de transações financeiras.

A tecnologia blockchain funciona por meio da criação de "registros" públicos permanentes de todas as transações e que podem potencialmente substituir complexos sistemas de clearing.

Até agora, a bitcoin é a maior implementação da tecnologia de blockchain e há um grande debate sobre se uma poderia ter sido desenvolvida sem a outra. "A bitcoin ainda é a única aplicação de grande escala e provada da blockchain que está atualmente em uso", disse Joseph Guastella, da Deloitte Consulting, em Nova York. "A bitcoin enquanto moeda pode não ser relevante, mas é uma prova relevante de aplicação da tecnologia blockchain."

Bitcoins são criadas por meio de um processo de "mineração", em que computadores dedicados resolvem complexos problemas matemáticos em troca por bitcoins. Uma bitcoin era equivalente a 444,75 dólares na segunda-feira (02), sendo negociada em vários mercados ao redor do mundo.

Mas o volume de transações com bitcoins tem caído ao longo dos últimos seis meses em meio a uma grande divisão sobre mudanças técnicas no protocolo que é necessário para aumentar a capacidade do sistema que as produz. Uma vez que a moeda digital não tem um regulador formal, ela depende de um grupo central de desenvolvedores, que está fortemente dividido sobre as mudanças.

Mas este debate passou largamente despercebido dos entusiastas da blockchain reunidos em Nova York, apesar do empreendedor australiano Craig Wright ter se identificado na segunda-feira como criador da bitcoin.

"Isso é irrelevante porque o anúncio dele não resolve um problema ou um conflito", disse Bharat Solanki, diretor da Cambrian Consulting em Nova York. "Isso provavelmente ajuda a determinar as origens da bitcoin, mas apenas para reconhecimento", disse Solanki.

Enquanto isso, para Naoki Taniguchi, um especialista em inovação global no Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ, em San Francisco, quem criou a bitcoin não importa. "Tudo agora é blockchain", afirmou.

Segurança - Erros que as empresas cometem na proteção de dados



Risk Report
É muito importante entender a necessidade de proteger os dados, aplicativos e sistemas das empresas. Ano após ano aumentam os ataques informáticos e a segurança no ciberespaço se transforma em uma prioridade para todas as organizações. O backup é o primeiro nível na proteção de dados, mas não é suficiente.

Daniela Costa, VP para a América Latina da Arcserve, afirma que estamos em um mundo muito competitivo, no qual as empresas precisam ser cada vez mais produtivas. E destaca que é necessário reduzir ou eliminar riscos de indisponibilidade, bem como impactos financeiros negativos associados, que possam afetar a produtividade da equipe de trabalho e do negócio de uma empresa.

Crer que a empresa está 100% protegida

Há grandes organizações governamentais, financeiras e tecnológicas, que sofreram ataques cibernéticos, o que demonstra que apesar dos altos orçamentos e sistemas de segurança complexos, nada garante a segurança. Por esse motivo, é importante entender que se trata de um processo de investimento e evolução constantes.

Crer que com apenas uma solução implementada se está 100% protegido e não complementar as ferramentas de segurança com processos documentados e equipe treinada

É importante verificar que as soluções implementadas se complementem e que sejam as mais completas possíveis, que os processos de segurança da empresa, em geral, estejam conectados e que tudo esteja documentado e definido de comum acordo com todas as equipes envolvidas. Contar apenas com soluções pontuais sem um contexto de todo o ambiente pode gerar riscos desnecessários e possíveis falhas caso ocorra um desastre.

Trabalhar com as probabilidades de que possa ocorrer um desastre

A pergunta importante que deve ser feita não é se, mas sim quando um desastre acontecerá. A perda de dados pode ocorrer por vários motivos, dos mais simples aos mais complexos: erros humanos, problemas com ar condicionado nos escritórios, falha de hardware e perda de energia (apagões) são desastres muito comuns enfrentados por qualquer empresa.

Não assumir que o importante não é só fazer o backup

As empresas devem assumir que as ameaças evoluem. O modo como elas agem e como podem antecipar-se a elas fará como que o monitoramento seja realmente eficaz.

Atualmente, falamos de recuperação completa, de continuidade dos negócios e não apenas de backup. Garantir a recuperação total de todos os sistemas críticos no menor tempo possível é essencial para manter-se competitivo nos dias de hoje.

Segundo uma pesquisa recente da Arcserve, para seus clientes na América Latina, apenas 37% das empresas têm um plano completo de recuperação de desastres documentado e a metade deles jamais fez testes para verificar se o plano funcionava ou não.

Não assumir que a continuidade dos negócios é uma das prioridades no orçamento de TI

50% dos clientes da Arcserve disseram não saber calcular o custo de um desastre; fato que afeta diretamente a rentabilidade das empresas. Esses custos podem ser diretos – custo para subir todo o ambiente em caso de desastre: substituição de hardware, custo de funcionários/hora, downtime de sistemas críticos como faturamento -, mas também custos indiretos associados à imagem perante clientes e reputação da empresa em seu segmento.

Apenas 9% das empresas expressaram que o custo associado a um evento de perda de dados em suas empresas é igual ou maior que US$ 50.000.

É importante observar que a preocupação sobre a segurança e disponibilidade da informação e sistemas é uma realidade atual da área de TI. Em relação a esse problema, a Arcserve lançou em fevereiro de 2016 a versão 6 da sua solução, Unified Data Protection, dirigida ao setor corporativo, que combina tecnologias de backup, replicação e alta disponibilidade para ambientes multiplataforma Windows e Linux, virtuais, físicos e na nuvem. Além disso, conta com uma interface simples e amigável que também facilita a implementação e gerenciamento por parte do administrador, sem altos custos adicionais de manutenção.



fonte:  http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=22687&sid=41